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Grupos líbios se reúnem na Tunísia para discutir governo de coalizão

Túnis, 10 mar (EFE).- Membros dos diferentes grupos políticos em conflito na Líbia se reuniram nesta quinta-feira em Túnis, capital da Tunísia, para tentar desbloquear as negociações sobre um governo de coalizão proposto pelo Conselho Presidencial designado pela ONU.

Representantes das Nações Unidas, parlamentares de Tobruk e membros da plataforma “Diálogo Nacional” se encontraram em um hotel de Túnis para tentar chegar a uma fórmula que permita legalizar esse governo, inclusive sem a votação da nova lista de ministros.

Os deputados que se opõe ao acordo firmado em setembro do ano passado pela ONU, o governo com sede em Trípoli e o parlamento de Tobruk impedem há semanas a formação do quórum necessário para a aprovação do ministério apresentado em meados de fevereiro por Mohamed Fayez al Serraj, como exige a Constituição.

Reduzido a apenas 14 pastas, o ministério é o segundo apresentado pelo Conselho Presidencial designado pela ONU, após os primeiros nomes terem sido rejeitados pelo parlamento de Tobruk em janeiro.

O próprio Al Serraj deve participar da reunião prevista para amanhã, após ser recebido pelo primeiro-ministro da Tunísia, Habib Essid. Fontes líbias disseram à Agência Efe que o objetivo do encontro é conseguir um mínimo de cem votos para que o governo possa ser considerado como legítimo, se mude para Trípoli e comece a funcionar, como deseja a ONU.

Também se considera a opção de o chamado “Diálogo Nacional”, formado por representantes de Tobruk e Trípoli que assinaram o acordo em setembro, ser o órgão a aprovar o ministério do governo de coalizão, mas há dúvidas se o grupo tem poder para fazê-lo.

Todos negociam sob o olhar da comunidade internacional, que pressiona para a formação de um governo que facilite a luta contra o terrorismo, que não para de crescer no país. Grupos como o Estado Islâmico e a Al Qaeda no Magreb Islâmico aproveitaram do conflito no país para estender sua influência e conquistar novos seguidores.

O ponto de atrito continua sendo, no entanto, o Ministério da Defesa e o papel reservado para o general Khalifa Hafter, principal opositor ao regime do ex-presidente Muammar Kadafi.

Hafter, que recebeu financiamento e treinamento militar dos Estados Unidos, retornou ao país no início da revolução em 2011 e acabou nomeado como chefe do Exército fiel ao parlamento de Tobruk, o único reconhecido pela comunidade internacional apesar de ter perdido sua legitimidade em outubro.

Fonte: Bol.com.br

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