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Guerra na Síria: mais de 270 mil mortos e tragédia humanitária

Iniciada há quase seis anos, a revolta na Síria contra o regime de Bashar al-Assad se transformou em uma devastadora guerra, que já deixou mais de 270 mil mortos, metade da população deslocada e um país em ruínas. Foto: Karam al-Masri/AFP
Iniciada há quase seis anos, a revolta na Síria contra o regime de Bashar al-Assad se transformou em uma devastadora guerra, que já deixou mais de 270 mil mortos, metade da população deslocada e um país em ruínas. Foto: Karam al-Masri/AFP

Beirute – Iniciada há quase seis anos, a revolta na Síria contra o regime de Bashar al-Assad se transformou em uma devastadora guerra, que já deixou mais de 270 mil mortos, metade da população deslocada e um país em ruínas.

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O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), que dispõe de uma vasta rede de informantes no terreno, contabilizou 271.138 mortos. Entre eles 79.106 civis, incluindo 13,5 mil crianças, de acordo com um balanço de 23 de fevereiro. Estes números não incluem as milhares de pessoas desaparecidas, os opositores presos e os membros do exército capturados pelos rebeldes ou grupos jihadistas como a Frente al-Nusra e Estado Islâmico (EI).

A ONU apontou em um relatório publicado em fevereiro que milhares de pessoas detidas pelo regime foram mortas. De acordo com uma ONG síria, 177 hospitais foram destruídos e cerca de 700 profissionais da saúde morreram desde 2011.

Refugiados

No país, que em 2011 tinha 23 milhões de habitantes, 13,5 milhões de pessoas foram deslocadas pela guerra, de acordo com dados da ONU publicados em 12 de janeiro de 2016. “Pelo menos 250 mil crianças vivem em áreas sujeitas a um cerco brutal (…) que se tornaram verdadeiras prisões a céu aberto”, informou, em março, a ONG Save the Children.

Segundo a ONU, um total de 450 mil pessoas vivem em áreas sitiadas. A guerra forçou 4,7 milhões de pessoas a fugir do país, o que é “a maior população de deslocados em um conflito em uma geração”, estimou, em julho de 2015, a agência da ONU para os Refugiados (ACNUR).

A Turquia tornou-se o principal local de asilo para os refugiados, recebendo entre 2 e 2,5 milhões de sírios deslocados. Na Jordânia, há 630 mil deslocados registrados pela Acnur, mas as autoridades estimam que o número possa ultrapassar um milhão de pessoas.

No Iraque, há 225 mil refugiados sírios, enquanto o Egito acolhe 137 mil pessoas. Os refugiados sofrem com a pobreza, problemas de saúde e cresce cada vez mais os conflitos com as comunidades dos locais de refúgio, onde vivem em condições precárias. A grande maioria dos refugiados sírios permanece nos países da região, mas mais e mais pessoas tentam chegar à Europa em uma viagem perigosa e incerta.

Economia moribunda

De acordo com especialistas, o conflito prejudicou a economia, a ponto de retrocedê-la ao nível que estava há três décadas, privando-a de quase todos os seus rendimentos, com a destruição da maior parte das infraestruturas. O sistema de educação e o de saúde estão em ruínas.

As exportações caíram 90% desde o início dos distúrbios, de acordo com um alto funcionário, devido às sanções internacionais que sufocam ainda mais a economia. De acordo com o Ministério do Petróleo, as perdas diretas e indiretas do setor de petróleo e gás totalizam US$ 58 bilhões. Em 2015, uma coalizão de 130 ONGs informou que a Síria vive quase sem eletricidade, uma vez que 83% da rede elétrica foi destruída.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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