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Humberto Martins: 'Falar que estou gostoso é um absurdo!'

Humberto Martins completa 55 anos no próximo dia 14 e acha estranho, ao andar nas ruas, ser chamado de “gostoso” por uma mulher. Galã de novelas há quase três décadas, o ator – no ar como o Germano, na novela Totalmentr Demais, da Globo – escutou inúmeras cantadas do público ao longo de sua trajetória na TV. Ele, no entanto, surpreende-se com o fato de ainda mexer com o imaginário alheio. 

 

“Falar que estou gostoso é um absurdo! É claro que faz um bem enorme para o ego, mas não consigo concordar. Eu me lembro de quando era bonito. E realmente eu fui, mas ainda hoje?”, indaga, aos risos, em entrevista ao jornal Extra. 


Há alguns anos, desde que completou 50, o ator vem refletindo sobre a forma como continua sendo visto pelos fãs. Mas não conseguiu encontrar uma explicação para o assédio que recebe até hoje e muito menos para o motivo de ainda ser alçado ao posto de galã.

 

“Fico besta. Como é que pode? As mulheres se sentem nervosas na minha presença. É preciso até alguém para tirar foto porque elas ficam com as mãos tremendo. Às vezes, eu penso: ‘Por que essa menina está correndo atrás de mim?’. Já sou um senhor. Não entendo mesmo”.

 

Martins afirma passar bem longe do perfil sedutor de seus personagens.

 

“Sou um cara tímido. Fico mais na minha”.

 

Nascido em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ele procura não se deixar levar pelo instinto. É o tipo de homem que pensa bem nas suas ações. Ao longo de sua carreira, contracenou com as mulheres mais belas da televisão, mas não se envolveu com as colegas.

 

“Vou confessar que sempre foi muito difícil para mim. Mas acho que, quando misturamos as coisas, elas podem se atrapalhar. Se uma pessoa fica com outra, logo aparece o sentimento de posse. Trabalho é lugar para ficar focado. Não dá para se distrair com outras preocupações. Acho perigoso. Houve vezes em que até senti uma brecha da outra parte, mas o meu profissionalismo fala tão alto que eu reprimo. É até estranho falar isso”.


Há pouco mais de dez anos, o ator sentiu a necessidade de dar uma guinada na carreira. Depois de uma longa parceria com o autor Carlos Lombardi, com uma vasta galeria de personagens descamisados, ele decidiu seguir outro rumo. Papéis mais densos surgiram da iniciativa.

 

“Percebi que estava fazendo sempre a mesma coisa. Mas não é fácil mudar, isso aqui é um negócio. Em time que está ganhando não se mexe, é esse o pensamento. Então, foi preciso convencer que eu podia dar mais. Não tive medo de me posicionar. Sabia que a emissora iria entender. Mário Lúcio Vaz (diretor geral na época), inclusive, disse: ‘Sabia que ia dar problema. Não queria que você fizesse mais esse autor, porque já está saturado’. Posso falar isso agora porque ele se aposentou. Mas tudo aconteceu no momento certo”. 

 

Pai de Thamires, de 26 anos, de Humberto, de 18, e de Nicolle, de 8, o artista acredita que foi (e é) um pouco duro na criação dos herdeiros. E ao jornal, assume que errou com os três.

 

“Sou um cara muito rígido. Acho que exagerei na cobrança com os meus filhos. Até mesmo por medo. Com a maturidade, a gente percebe o perigo de certas situações, alerta… Mas só fazemos isso com pessoas que amamos. Nós aprendemos muito uns com os outros”.

 

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Fonte: OFuxico.com.br
Matéria Originalmente postada pelo site O Fuxico

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