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Ícone dos anos 80, Maksoud Plaza aposta na cozinha para atrair novo público

Quase impossível encontrar quem tenha vivido em São Paulo na década de 1980 e não se lembre – ainda que só de ouvir falar – da imponência do átrio de 66 metros de altura do hotel Maksoud Plaza, no bairro do Jardins. Ícone da hotelaria de alto padrão nesse período, o empreendimento fundado em 1979 abrigou estrelas como Frank Sinatra, Catherine Deneuve e Guns N’Roses, mas caiu no ostracismo na última década. 

Há pouco mais de um ano, o hotel tenta se reerguer não só como ponto de hospedagem, mas como destino de entretenimento. O primeiro passo veio em janeiro de 2015 com a inauguração da danceteria PanAm, localizada no último andar do hotel de 416 quartos, com vista de 360º da cidade, em parceria com o empresário Facundo Guerra, sócio do grupo Vegas.

Divulgação/Maksoud Plaza

Frank Sinatra durante um de seus shows no hotel Maksoud Plaza, em 1981

Em abril de 2015, foi a vez de Spencer Jr., um dos bartenders mais premiados do Brasil, assumir as coqueteleiras no Frank Bar, uma homenagem de sucesso imediato ao cantor Frank Sinatra, que protagonizou um dos shows mais memoráveis da história do hotel no extinto 150 NightClub – local onde também se apresentaram lendas como Bobby Short e Baden Powell.

“O hotel chegou a ter cinco restaurantes, boate, grandes shows, mas não quero fazer uma releitura do passado. Quero trazer experiências atuais, com excelente serviço, alta qualidade, mas preço”, afirma Henry Maksoud Neto, que hoje luta para retomar o prestígio perdido. Enquanto renovas as suítes e demais instalações aos poucos – nos últimos quatro anos foram investidos cerca de R$ 5 milhões – Henry avança no projeto de atrair público e holofotes com operações satélites ligadas ao entretenimento e alimentação. “Se a pessoa se sente acolhida no bar, por exemplo, indica o hotel para outras pessoas virem, se hospedarem e fazerem eventos. É um movimento para gerar outros”, explica o empresário, que já vê quase 20% do faturamento do hotel vir desses negócios paralelos.

Divulgação

O chef Juca Duarte, do restaurante 150 Maksoud

Força nas panelas
Daí a contratação do chef Juca Duarte, ex-Clos, D.O.M, Kaá e Nou, e com passagens pelos renomados restaurantes Central, do chef Virgílio Martinez, no Peru, e Quique, o três estrelas Michelin do chef Quique Dacosta, na cidade de Alicante (Espanha).

Desde dezembro, Juca está reformulando a área de alimentos e bebidas do hotel, o que inclui a readequação de fornecedores e produtos para todas as operações ligadas à cozinha – do serviço de quarto aos quitutes do bar e do café da manhã. Agora, ele lança o menu do novo 150 Maksoud, restaurante que ocupará o espaço antes destinado ao La Cuisine du Soleil e à Brasserie Bela Vista.

Por enquanto a área com 147 lugares não sofrerá alteração visual, mas o menu ganha toques mais brasileiros e contemporâneos, sem fugir da base de cozinha internacional que se torna quase impositiva. “Precisamos ser uma extensão da casa das pessoas, por isso pensamos num cardápio com pratos simples de entender e de comer, sem grandes sofisticações”, diz o chef.

Prova dessa simplicidade são as receitas eleitas para formar o menu executivo (R$ 55), onde o filé a parmegiana, o bife a rolê e o virado paulista serão as estrelas. “Vamos trabalhar com uma cozinha de produto, na qual a qualidade e a sazonalidade serão fatores determinantes”, afirma Juca, que hoje comanda uma equipe de 70 pessoas, número quase 60% maior do que no restaurante Clos.

Divulgação

Polvo cozido em baixa temperatura com purê de castanha do Pará, prato do 150 Maksoud

Novidades
No cardápio elaborado para a inauguração do 150 –  nome dado em referência à antiga casa de jazz 150 NightClub e também ao próprio endereço na Alameda Campinas –, destaque para o polvo cozido em baixa temperatura sobre purê de castanha do Pará, molho de pequi e coentro (R$ 87), o arroz de pato à portuguesa (R$ 89) e o tiradito de salmão com melancia defumada e crocante de paleta ibérica (R$ 39).

Em abril, Juca Ferreira lança a nova carta de sanduíches e petiscos do Frank Bar, com mariscos na cerveja, pratos de embutidos e com curry, e não descarta a abertura de um segundo restaurante para dar mais vazão à sua criatividade.

Até lá, outra novidade já deverá ter sido implementada no hotel. Trata-se da primeira sala de cinema expandido da rede francesa MK2, no Brasil. O empreendimento, que chegará por intermédio de Facundo Guerra, ocupará a área do teatro, no subsolo, até o fim do ano. “As obras já começam em agosto”, garante Henry Maksoud Neto. Ao contrário de uma sala convencional, a proposta é exibir filmes clássicos e de arte, a um público acomodado em mesas, sofás e poltronas no estilo longe. Durante a exibição haverá serviço de bar e restaurante, e até mesmo música ao vivo. 

Fonte: Bol.com.br

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