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Instituto Lula acusa promotor que pediu prisão do ex-presidente de parcial

São Paulo, 10 mar (EFE).- O Instituto Lula criticou nesta quinta-feira o promotor Cassio Conserino, do Ministério Público de São Paulo, que pediu a prisão preventiva do ex-presidente por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

De acordo com a entidade, o promotor “dá mais uma prova de sua parcialidade ao pedir a prisão preventiva de Lula”.

“Cássio Conserino, que não é o promotor natural deste caso, possui documentos que provam que o ex-presidente Lula não é proprietário nem de triplex no Guarujá nem de sítio em Atibaia, e tampouco cometeu qualquer ilegalidade. Mesmo assim, solicita medida cautelar contra o ex-presidente em mais uma triste tentativa de usar seu cargo para fins políticos”, disse o Instituto Lula em nota publicada em seu site.

O Ministério Público de São Paulo acusa Lula e sua esposa, Marisa Letícia, de serem os verdadeiros donos de um apartamento triplex no Guarujá (SP) que está no nome da construtora OAS – também envolvida no escândalo de corrupção na Petrobras. O ex-presidente nega ser o dono do imóvel.

Na entrevista coletiva de hoje na qual detalharam a denúncia contra o ex-mandatário, os promotores responsáveis pelo pedido de prisão – Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Araújo – negaram qualquer motivação política no processo.

“O Ministério Público não trabalha com um calendário político. Nosso calendário é judicial”, afirmou Blat.

No texto da denúncia, que vazou à imprensa, eles alegam que a prisão de Lula se faz necessária “pois sabidamente possui poder de ex Presidente da República, o que torna sua possibilidade de evasão extremamente simples”.

Segundo o documento, os apoiadores de Lula podem promover “manobras violentas” e apresentá-lo como “um cidadão acima da lei, algo inaceitável no Estado Democrático de Direito”.

O pedido do Ministério Público será analisado pela juíza Maria Priscila Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal de São Paulo, que não tem prazo definido para se pronunciar sobre se o aceitará ou não. EFE

cm/mar/id

Fonte: Bol.com.br

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