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Intel abandona estratégia Tick-Tock de criação de processadores

De acordo com o último relatório anual da Intel, a empresa pretende mudar a estratégia Tick-Tock de desenvolvimento de processadores que vem usando desde 2007. A informação pode ser encontrada no formulário 10-K da Intel (um documento que empresas dos EUA precisam divulgar anualmente com informações sobre seus negócios).

Tick-Tock

Tradicionalmente, a empresa alternava entre encolhimentos no processo de manufatura para um ciclo de produtos (um “tick”) e, na linha seguinte de processadores, mudava a arquitetura usando o mesmo processo (um “tock”).

No entanto, no ano passado, a empresa já previa que levaria mais tempo do que o normal para dar o próximo “tick”. Isso porque o “encolhimento” do processo de manufatura dos processadores estava se tornando cada vez mais complexo. Dessa maneira, a empresa acabou criando uma terceira linha de chips (a 6a geração de seus processadores Core) com o mesmo processo de 14 nanômetros (representando dois “tocks” seguidos).

Em seu formulário 10-K, porém, a empresa esclarece que esse “atraso” no encolhimento do processo de manufatura passará a ser normal. “Pretendemos aumentar o tempo em que utilizaremos nossos processos de 14 e 10 nanômetros, otimizando mais nossos produtos e tecnologias de processo e, ao mesmo tempo, atendendo à cadência anual de introdução de novos produtos no mercado”, declara a empresa.

A Intel chegou a oferecer uma representação gráfica da mudança de estratégia que pretende adotar, que pode ser vista abaixo:

Reprodução

Lei de Moore

A declaração não representa apenas uma mudança de estratégia da empresa, mas um impasse no mercado de processadores como um todo. A produção de uma terceira geração de processadores de 14 nanômetros já mostrava que a empresa estava com dificuldade de acompanhar a Lei de Moore, que dita os ritmos da inovação tecnológica desde a década de 60.

Após lançar sua terceira linha de processadores de 14 nanômetros (chamada de Kaby Lake), a empresa passará a desenvolver chips em processo de 10 nanômetros. É provável que, assim como ocorreu com o processo anterior, a Intel também lance três gerações de processadores com essa tecnologia. 

Embora ainda seja possível encolher ainda mais o processo de manufatura dos processadores (a IBM por exemplo está desenvolvendo um de 7 nanômetros), a dificuldade da Intel já aponta para um esgotamento das possibilidades físicas do Silício como suporte para processadores. Os processadores do futuro precisarão eventualmente adotar uma nova estratégia (possivelmente a utilização de “neurônios”) para continuar a oferecer avanços em performance.

Fonte: Olhar Digital
Matéria originalmente postada no site olhardigital.uol.com.br

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