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Justiça ordena prisão de ex-vice da Guatemala e outros 14 acusados de fraude

Cidade da Guatemala, 11 mar (EFE).- A Justiça da Guatemala determinou a prisão preventiva da ex-vice-presidente do país, Roxana Baldetti, e outras 14 pessoas indiciadas por participação em uma fraude milionária para limpar um lago com “um produto milagroso” que, na verdade, era “água com sal”.

A Justiça determinou que havia perigo de fuga e de obstrução da investigação por parte de todos os acusados, entre eles Roxana, que é acusada de tráfico de influência, formação de quadrilha e fraude.

A ex-vice-presidente também está presa por outro caso de corrupção conhecido como “La Línea”, um esquema de fraude alfandegária, que provocou sua renúncia e a do ex-presidente Otto Pérez Molina, que também está detido.

Segundo a investigação sobre o lago, a ex-vice-presidente usou seu poder político quando exercia o cargo para autorizar a concessão de um contrato para a limpeza do Lago Amatitlán no valor de 137,8 milhões de quetzais (US$ 17,96 milhões) à empresa israelense M. Tarcic Engineering LTD.

O irmão de Roxana, Mario, também processado pelos mesmos crimes, é suspeito de ter sido o intermediário entre a empresa e o Estado, e foi quem coordenou todas as ações para realizar essa operação fraudulenta, da qual prestava contas à ex-vice frequentemente através de vários relatórios, como ficou comprovado através de e-mails interceptados pela Justiça.

Entre as outras 13 pessoas envolvidas no caso está o ex-comissário presidencial de Águas, Pablo Roberto González Córdova, processado pelos mesmos delitos e que, segundo a procuradoria, considerou que o projeto para limpar o Lago de Amatitlán proposto pela empresa israelense era a única solução.

O objetivo do esquema, segundo a investigação, era conseguir através da criação desta empresa a licitação por parte do Estado da Guatemala para “obter lucros econômicos”.

A famosa solução para limpar o lago, segundo um relatório da procuradoria de crimes contra o meio ambiente divulgado em maio, era “água com sal”.

A licitação pública para o serviço foi divulgada pelo governo da Guatemala com apenas um dia de margem para que toda a documentação fosse apresentada, o que levou a procuradoria a concluir que o contrato já estava acertado de antemão.

Através de vários testas-de-ferro, a empresa distribuiu 22 milhões de quetzais (US$ 2,97 milhões) entre os funcionários envolvidos no esquema, entre eles o diretor da Autoridade para o Manejo Sustentável da Bacia do Lago de Amatitlán (Amsa), Edwin Ramos, e responsáveis do Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais.

Os outros 12 acusados foram indiciados por diferentes crimes, como fraude, corrupção passiva, descumprimento de deveres, formação de quadrilha e enriquecimento ilícito.

Fonte: Bol.com.br

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