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Kasich promete lutar até convenção do partido após ganhar de Trump em Ohio

Washington, 15 mar (EFE).- O governador de Ohio e pré-candidato à presidência dos Estados Unidos, John Kasich, prometeu nesta terça-feira lutar até a Convenção Nacional do Partido Republicano, que acontece em julho, após conseguir uma vitória crucial em seu estado frente ao magnata Donald Trump.

“Amanhã vou à Filadélfia e depois passarei por todo o país. Vamos chegar a Cleveland (onde acontece a convenção do partido) e garantir a indicação (presidencial) republicana”, anunciou Kasich em seu discurso de comemoração na Universidade Baldwin Wallace, em Berea, no estado de Ohio.

Esta é a primeira vitória de Kasich no processo de prévias do partido que começou em 1º de fevereiro, no estado de Iowa, mas representa um triunfo vital para sua continuidade na campanha e para evitar que Trump consiga os 1.237 delegados necessários para obter a indicação.

Fiel ao estilo conciliador e positivo de sua campanha, Kasich não se referiu a Trump em seu discurso, nem a nenhum dos outros rivais, a não ser pelo reconhecimento ao trabalho do senador Marco Rubio, que abandonou hoje a campanha.

Kasich obteve a vitória em Ohio devido a sua popularidade como governador desse estado, onde exerce seu segundo mandato, mas também por causa da convocação da campanha de Rubio para que os eleitores republicanos votassem nele para conter Trump e também por certa mobilização de democratas que votaram na primária republicana para evitar que o magnata seja o indicado.

Após a saída de Rubio por sua derrota na Flórida, Kasich é o único pré-candidato que continua em campanha que conta com o apoio do núcleo tradicional do partido.

“Não escolherei o caminho mais fácil para chegar ao escritório mais importante do mundo”, prometeu o governador, uma frase que pode ser interpretada como uma declaração de princípios em uma das campanhas republicanas mais polêmicas dos últimos tempos.

Kasich também se dirigiu aos eleitores indignados do cinturão industrial no qual ele cresceu e entre os quais Trump tem grande influência.

“Entendo que o as pessoas estejam zangadas, eu cresci nestes estados, eu os represento, esqueçam as pesquisas, eu os represento”, disse Kasich.

O governador mira agora os estados do nordeste como a Pensilvânia, seu local de nascimento, que distribui 71 delegados, para conseguir uma reviravolta na disputa, já que o governador é o pior colocado entre os três que permanecem na corrida presidencial republicana.

Kasich tem 129 delegados, frente aos 370 de Ted Cruz e aos 568 de Trump, dos 1.237 necessários para garantir a indicação presidencial republicana.

A esperança do “establishment” do Partido Republicano não é que Kasich faça algo matematicamente impossível, como vencer Trump, já que os mil delegados que ainda estão em jogo não são suficientes para que o governador conquiste a maioria nem no melhor dos cenários.

O que o ‘establishment’ republicano pretende, e também Kasich, é evitar que o magnata obtenha a maioria e, portanto, o candidato seja escolhido em votação livre dos delegados durante a convenção nacional do partido.

Esse cenário, que não acontece desde 1976, é cada vez mais plausível, já que ninguém tem uma maioria clara. Com isso, os delegados votariam livremente e, inclusive, outro candidato que não tenha participado das primárias poderia se apresentar para concorrer à indicação do partido.

Nesta terceira ‘Super Terça’ ocorreram prévias nos estados de Carolina do Norte, Missouri, Illinois, Flórida e Ohio, com 367 delegados em jogo para os republicanos e 691 para os democratas, dos 1.237 e 2.383 necessários, respectivamente, para garantir a indicação.

Fonte: Bol.com.br

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