Kátia Born: “Renúncia de Toninho Lins foi a melhor coisa que podia acontecer”

Pré-candidata a prefeita de Rio Largo classifica como “atitude decente” a decisão de seu aliado

 

A renúncia de Antônio Lins de Souza Filho, o Toninho Lins (PSB), ao mandato de prefeito de Rio Largo movimenta o cenário eleitoral do município da região metropolitana de Maceió. Suas idas e vindas no comando da Prefeitura de Rio Largo lhe renderam 18 ações judiciais propostas pelo Ministério Público Estadual (MP), uma prisão e vários afastamentos, sendo o mais recente, em fevereiro, obtido na Justiça Federal pelo Ministério Público Federal (MPF). O resultado foi o prolongamento e aprofundamento do caos dos serviços públicos no município com longo histórico de instabilidade política.

O ex-prefeito que se reelegeu em 2012, após sair da prisão e fazer campanha afastado do cargo, sinaliza que sua renúncia quer convencer a sociedade de que sua disposição para a política não mais estaria acima das consequências desastrosas que sacrificou a população de Rio Largo. Mas apesar de o procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá, afirmar que tudo não passa de uma estratégia de fuga da cassação de da inelegibilidade que se tornavam iminente.

O impacto da renúncia é forte para o grupo político de Toninho, que tem como pré-candidata a ex-prefeita de Maceió Kátia Born. Mas é absolutamente bem menor do que se uma cassação ocorresse em plena campanha.

Presidente do PSB de Alagoas, Kátia Born ressalta que a decisão do ex-prefeito de seu partido foi pessoal, resultado de dois meses de depressão e não debatida com os dirigentes partidários ou aliados. Mas concorda que os moradores do município de Rio Largo serão beneficiados pela renúncia de Toninho Lins.

“Foi uma decisão familiar. E acho… Não estou discutindo a questão do partido. Eu acho que, para a cidade de Rio Largo, foi a melhor coisa que podia acontecer. Porque, agora, a prefeita pode botar o secretário que ela quiser, tem dez meses para botar para funcionar a saúde, educação, assistência social e limpeza da cidade. Então, acho que, para os moradores de Rio Largo, foi a melhor coisa que podia acontecer. Vejo isso porque passei 11 meses e 23 dias ali dentro. E há uma carência de tudo na cidade. E essa questão política mexe em tudo. Só quem tá lá é que vê como uma ação dessa desmantela o serviço público. Acho que foi uma atitude decente”, avaliou Kátia Born.

A pré-candidata informou que deve aguardar “aquietar a poeira” para retomar, na próxima semana, as discussões sobre os caminhos do PSB, que já pensava em aglutinar aliados e adversários de Toninho Lins para estancar a instabilidade política histórica e odiosa em Rio Largo. E tem o desafio de equacionar as vontades políticas de pré-candidatos a vereador e muitas lideranças do município. Mas garante que a renúncia não abalou sua vontade de suceder o comando da Prefeitura de Rio Largo

“Tudo afeta um projeto político. Qualquer decisão política afeta. Mas não abala, não. Acho que, na política, você tem que ter muita calma. Esse mês de março é o mês de mudanças partidárias. Você tem que observar os movimentos e, com muita tranquilidade, ir seguindo o caminho. Até porque o PSB está muito bem em vários municípios. Mas Rio Largo tem que ser tratada na Executiva Estadual do PSB”, concluiu, a ex-prefeita da capital, que reúne o partido na noite da próxima segunda-feira (7) para tratar do município.

A vice-prefeita Maria Eliza Alves (PSC) deve ser efetivada no comando do Executivo.

 

Por Davi Soares

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