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Luis Lobianco desaprova manifestações e justifica: ‘Não vou sair de casa para encontrar oportunistas’

Apesar de muitos famosos terem aparecido nas manifestações contra o governo Dilma em todo o país, principalmente em Copacabana, na Zona Sul do Rio, nem todos os artistas apoiam o movimento. O ator Luis Lobianco, que ficou conhecido por sua participação na série “Porta dos fundos”, disse em seu perfil no Instagram que estava ao lado da Avenida Paulista (local dos protestos em SP) mas não iria participar. “Não vou sair de casa para encontrar oportunistas”, explicou ele.

“Não vou. Estou ao lado da Avenida Paulista e não vou. Nunca votei no PT, não acredito no Lula e acho o governo Dilma um desastre mas, mesmo assim, não reconheço o ato de hoje. É perturbador não haver uma oposição que se articule com decência. Obviamente, queremos a mudança mas, trocar o seis por meia dúzia, mais uma vez em menos de duas décadas, não temos fôlego pra isso. Atenção, servem-se no mesmo prato governo e oposição – um diabo de duas caras que come pó, triplex, petróleo e arrota o dedo na cara”, escreveu o ator.

Lobianco acrescentou ainda que tanto o governo quanto a oposição fazem dos princípios humanitários uma rifa que oferecer a “partidos fascistas, exploradores da fé e cafetões de bancos e empresas: “São oportunistas que pedem o retorno da ditadura em nome de cristo e da “família tradicional” – uma contradição mórbida: religião e genocídio”.

O ator recordou que há dois dias publicou em sua página profissional em que condevana um discurso de ódio de Jair Bolsonaro, definido por ele como “deputado homofóbico, racista e misógino”. “Metade dos comentários vinham em sua defesa, assustador! O PT levanta a bandeira dos avanços sociais, um passo à frente mas muitos atrás quando se lambuza na mais profunda corrupção que – essa sim! – promove a miséria e paralisa o Brasil há 500 anos”.

Luis Lobianco continuou o texto, levantando a bandeira das mulheres, negros e comunidade LGBT. “Todos esses permanecem na rotina da violência, o que coloca o Brasil em todos os rankings da morte, enquanto isso não for a pauta da mudança, eu não vou. No mais, meu discurso está no meu trabalho, nas minhas sextas fora do armário e em cima do palco, tentando praticar coerência como cidadão, amigo, filho e irmão incorruptível. Desejo acima de tudo que a democracia seja respeitada nas ruas e nos comentários após o textão”, concluiu.

Fonte: Jornal Extra (http://extra.globo.com)

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