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Manifestantes se reúnem em várias cidades a favor de Dilma e contra impeachment

RIO DE JANEIRO (Reuters) – Milhares de manifestantes contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff se reuniram nesta quinta-feira em diversas cidades do país para protestar em favor da democracia e contra o que afirmam ser um golpe para derrubar o governo.

O protesto principal, convocado pela Frente Brasil Popular e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), estava previsto para ocorrer Brasília, onde era esperado um público de 100 mil pessoas para uma marcha do estádio Mané Garrincha até o Congresso Nacional, de acordo com os organizadores.

Entre outras cidades, também houve manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Luís, Fortaleza, Recife, Maceio e Aracaju, segundo os manifestantes. Não houve registro de violência nos primeiros momentos das manifestações.

Os protestos a favor de Dilma e contra o impeachment acontecem em meio à tramitação no Congresso de um processo de impedimento que acirrou um cenário político já tenso em meio à forte recessão econômica e baixa popularidade da presidente, além das investigações da operação Lava Jato contra a corrupção.

O atual quadro levou milhões de pessoas a protestarem em várias cidades do país contra o governo mais cedo neste mês, em uma das maiores manifestações populares já registradas no país. Os protestos de manifestantes favoráveis ao governo têm ocorrido em menor escala.

A presidente, que nega ter cometido crime de responsabilidade que justifique um impeachment, adotou como estratégia de defesa chamar o processo de impedimento em curso no Congresso de golpe, e voltou a repetir o discurso em evento mais cedo nesta quinta-feira no Palácio do Planalto.

“Para cada momento histórico o golpe assume uma cara. Nos processos que a América Latina passou nos anos 1960, 1970 e 1980, a forma tradicional era a intervenção militar”, disse.

“Agora a forma está sendo a ocultação do golpe através de processos aparentemente democráticos. Se usa um pedaço da democracia. Estão tentando dar um colorido democrático a um golpe porque não tem base legal”, afirmou Dilma.

(Por Pedro Fonseca)

Fonte: Bol.com.br

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