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Mercado de smartphones: próximo avanço pode não ser um celular

Quase 10 anos depois do lançamento do primeiro iPhone, um dos grandes questionamentos do mercado de dispositivos móveis é a possibilidade de um esgotamento do setor. Na última segunda-feira, 21, a Apple anunciou como novidade a volta de um modelo com tela de 4 polegadas.

Analistas defendem que as inovações nos smartphones têm possibilitado a transferência de funções que antes eram exclusivas nos celulares para softwares, serviços e dispositivos, como carros e eletrodomésticos inteligentes. Segundo eles, os avanços no setor estão sendo barrados porque ainda há limites práticos sobre o que fazer com os telefones atuais, em termos de tela, bateria e até capacidade de rede.

“Tudo na indústria do celular é agora incremental: ligeiramente mais rápido, um pouco maior, um pouco mais de armazenamento de dados ou resolução melhor”, disse Christian Lindholm, inventor dos teclados de envio fácil de texto que fizeram os aparelhos da Nokia serem os mais vendidos.

Recentemente, as empresas decidiram investir em novas maneiras de ajudar o consumidor a se comunicar com o mundo, como é o caso das assistentes pessoais. “A maneira como a coisa toda está evoluindo indica que o aparelho em si vai se tornar apenas uma outra forma de fornecer acesso à vida digital do usuário”, explica o analista independente Richard Windsor.

De acordo com a UBS, o mercado de smartphones deve gerar em 2016 mais de US$ 323 bilhões, queda de 1,4% em relação ao ano anterior. Segundo a Strategy Analytics, a Apple sozinha deve abocanhar 50% desse valor.

Futuro dos celulares

Ainda há uma série de questões no mercado de dispositivos móveis, incluindo a necessidade de ampliar a vida da bateria, já que cresce a quantidade de horas de utilização dos usuários. Os novos smartphones deverão ainda ter telas mais flexíveis, capazes de funcionar em diferentes condições de luz.

Fim dos tablets

O mercado de tablets, que vem diminuindo a cada dia, deve ser encerrado totalmente nos próximos anos. Segundo Windsor, com a possibilidade de uma tela flexível, a exigência de tamanhos de tela desaparecerá.

Seja qual for a plataforma que poderá tornar o celular obsoleto, vai precisar resolver questões como por exemplo como ampliar a vida da bateria, uma vez que os usuários assistem à vídeos cada vez mais. “O que é um tablet? Por que você teria um? Esse mercado vai simplesmente evaporar da noite para o dia”, afirma.

Via Reuters

Fonte: Olhar Digital
Matéria originalmente postada no site olhardigital.uol.com.br

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