Milton Cruz é demitido do São Paulo após 22 anos no clube

Milton Cruz não é mais funcionário do São Paulo. O atual analista de desempenho, que está no clube há 22 anos, foi demitido pela diretoria na tarde desta quinta-feira. Milton ocupou o cargo de auxiliar técnico por muitos anos.

O profissional participou de uma reunião com a cúpula são-paulina na tarde desta quinta-feira e foi informado da decisão pelo novo diretor de futebol do clube, Luiz Cunha.

O profissional, que era um dos mais badalados do clube do Morumbi, perdeu espaço quando Carlos Miguel Aidar ainda era o presidente. Com a chegada do novo mandatário Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, Milton passou por um processo de fritura e acabou mudando de cargo em janeiro deste ano. Ele abandonou as funções que tinha no futebol e assumiu o cargo de analista de desempenho.

A decisão de dar o cargo de analista de desempenho a Milton representou o afastamento dele do dia-a-dia do futebol profissional pela primeira vez desde 1994, quando havia sido contratado para a comissão técnica. Neste período, ele foi auxiliar de vários treinadores de peso que passaram pelo Morumbi e assumiu diversas vezes a função de técnico do clube na condição de interino

Um dos fatores que tornou Milton um desafeto da diretoria é sua relação próxima com Abílio Diniz. O empresário, que o tinha como homem de confiança dentro do clube, foi um importante aliado na queda de Aidar e também rompeu com Leco.

A demissão de Milton pode ter repercussão até entre os torcedores e tornar a relação entre a diretoria e a torcida Independente ainda mais conturbada. Neste ano, a maior organizada do clube já havia feito protestos contra a atual cúpula, especialmente ao diretor Gustavo Vieira de Oliveira, e pedindo que Milton retomasse seu cargo anterior.

No clube, Milton assumiu o cargo de técnico interino por várias vezes. Na última delas, no fim de 2015, ajudou o clube a conseguir a vaga na Libertadores deste ano. Neste período, ele comandou a equipe em 20 partidas, com 13 vitórias, um empate e seis derrotas. O aproveitamento foi de 66,7%. Em todos os 42 jogos à frente do São Paulo, foram 22 vitórias, oito empates e 12 derrotas com um rendimento de 58,7%.

Fonte: Bol.com.br

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