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Mototaxistas denunciam que a venda e clonagem de coletes aumentam a violência

A venda e clonagem de coletes de moto táxi cadastrados em Arapiraca têm propiciado o aumento de assalto e roubo. A denuncia foi realizada pela diretoria do Sindicato dos Mototaxista ao Ministério Público Estadual, que já cobrou uma ação concreta da Superintendência Municipal de Transporte e Transito (SMTT).

Os diretores do sindicato disseram que já foram ameaçados de morte e por isso, as denúncias são feitas de forma coletiva, em nome da entidade e preservando as identidades deles.

A diretoria já encaminhou ao Ministério Público a denúncia também não só da comercialização dos coletes como também a fabricação (clonagem), em empresas, dessa vestimenta de identificação sem qualquer controle ou autorização da Superintendência Municipal de Transportes e Transito (SMTT).

Segundo a diretoria do sindicato, casas comerciais estão confeccionando coletes com o brasão da prefeitura e a logomarca da SMTT. O MP já enviou oficio a prefeitura cobrando uma ação de fiscalização nas lojas que comercializam esses coletes falsificados, para serem notificadas judicialmente.

A diretoria disse ainda que a venda e a clonagem de coletes de mototaxistas cadastrados tem propiciado a ação de assaltantes em Arapiraca, como foi o caso de dois homens armados que foram presos pela Polícia Militar em fevereiro. Os acusados disseram que pediram “emprestado” o colete do mototaxista, mas não revelaram porque estavam armados. A polícia investiga se os dois vinham praticando assaltos, ou pretendiam cometer algum crime se passando por mototaxistas.

Crimes

Os crimes praticados por mototaxistas clandestinos têm contribuído para o aumento dos índices de violência em Arapiraca, principalmente assaltos e roubo de motocicletas. Os diretores do Sindicato disseram que os casos de assaltos havia diminuído, no final do ano passado, quando a categoria denunciou a falta de fiscalização por parte da SMTT e das abordagens por parte da Polícia Militar.

Os diretores disseram ainda que no meio dos mototaxistas clandestinos, existem criminosos que estão praticando assaltos e estupros. Segundos eles as principais vitimas são sempre mulheres que estudam a noite. “Eles ficam nas portas das faculdades. Sempre por volta das 22 horas,quando as alunas saem”, disse um dos diretores que pediu para não ser identificado porque já foi ameaçado de morte pelos clandestinos.

Os diretores disseram que na próxima semana voltarão ao Ministério Público para pedir que sejam cobradas da SMTT, ações de fiscalização. Os sindicalistas disseram também que vão solicitar uma audiência com o secretário de defesa social Alfredo Gaspar de Mendonça, para que seja realizada uma operação, com o objetivo de recolher criminosos que se passam por mototaxistas.
Por: Mozart Luna

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