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Obama critica Reino Unido e França por crise na Líbia

SÃO PAULO, 12 MAR (ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou o premier britânico, David Cameron, e o ex-presidente francês Nicolás Sarkozy de terem sido omissos com a crise na Líbia após a queda do ditador Muammar Khadafi, em 2011.   

“Quando eu volto ao passado e eu me pergunto o que deu errado, não há espaço para a crítica, porque eu tinha mais fé que os europeus, diante da proximidade com a Líbia, estariam envolvidos na continuidade [da missão], disse Obama em entrevista à revista “The Atlantic”. Essa foi a primeira vez que um líder norte-americano criticou abertamente seus aliados pelo problema. Classificando a crise no país como um “show de merdas”, Obama disse que Cameron “se distraiu com uma variedade de outras coisas” e que Sarkozy estava mais preocupado em “chamar a atenção para os voos que enviava à campanha aérea”.   

Os franceses evitaram fazer comentário sobre a entrevista e o governo britânico minimizou o impacto das declarações, dizendo que “continua trabalhando duro com nossos parceiros internacionais para apoiar um processo na Líbia que coloque no poder um governo capaz de levar estabilidade para aquele país”.   

Recentemente, o governo de Obama anunciou que estava pronto para dar à Itália um papel de liderança no processo de paz no país e a mídia norte-americana informou que EUA, Grã-Bretanha, França e Itália iriam fazer ataques aéreos conjuntos na Líbia contra terroristas do Estado Islâmico (EI, ex-Isis). Entenda a crise: A crise na Líbia começou em 2011 após uma revolução e a morte do ditador Muammar Kadafi. Os dois fatos levaram a nação ao caos total por não ter um poder que conseguisse unir o país. Um ano após a queda do regime, e em pleno processo de reconstrução após as bombas jogadas na Líbia pela coalizão internacional, ocorrem as primeiras eleições livres que pareciam levar os líbios a uma verdadeira democracia. Mas, os confrontos ainda remanescentes e a violência entre várias milícias e os ex-rebeldes que não abandonaram as armas, complicaram a situação cada vez mais. No verão de 2014, o país entrou em colapso total com a divisão entre as instituições políticas – Tobruk e Trípoli – e a guerra entre as milícias Zintan e Misurata pelo controle da capital. O novo Parlamento, junto ao governo do primeiro-ministro Abdullah al-Thani, que era reconhecido pelo mundo como oficial, são obrigados a fugir e a refugiar-se na cidade de Tobruk, em Cirenaica. No mesmo período, a capital cai sob o controle do grupo jihadista Fajr Libya, que resolveu comandar o país em oposição ao governo de Tobruk e em aliança com a Irmandade Muçulmana. O resultado desse caos é de uma nação dividida ao meio. Para completar, a área de Sirte – ao norte – caiu nas mãos dos terroristas do EI onde houve a imposição de um tipo de emirado baseado na rígida interpretação da sharia (lei islâmica).   

Desde o fim do ano passado, após um acordo de paz política mediado pelas Nações Unidas, os Parlamentos de Tobruk e Trípoli tentam criar um governo único. Porém, ainda não houve um acordo para a retomada do processo político. (ANSA)

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Fonte: Bol.com.br

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