Últimas

Oposição síria pede que enviado da ONU resolva impasse sobre presos políticos

Genebra, 15 mar (EFE).- A oposição síria pediu nesta terça-feira que o mediador da ONU nas negociações de paz com o governo do país, Staffan De Mistura, busque uma solução para a polêmica questão dos prisioneiros políticos do conflito.

De Mistura disse que decidiu transferir o assunto ao grupo de trabalho encarregado sobre as questões humanitárias e que atua de maneira paralela, embora separada, das negociações políticas.

“Não tivemos, até agora, quase nada em termos de resultados nesta questão. Penso que o grupo humanitário pode se encarregar disso”, disse De Mistura após o término de sua primeira reunião formal com os representantes da oposição síria em Genebra.

O enviado especial da ONU indicou que um segundo grupo de trabalho, criado para supervisionar o fim das hostilidades entre as partes, também pode colaborar na questão dos prisioneiros.

Pouco depois da entrevista de De Mistura, a delegação opositora acusou o regime do presidente Bashar al Assad de executar presos diariamente e reiterou que a libertação dos réus deve ser resolvida antes de avançar em outros pontos da negociação.

“A libertação dos presos é uma obrigação e deve ser atacada. Não é um aspecto a ser negociado”, afirmou Bassma Kodmani, que faz parte da equipe de negociador da Comissão Suprema para as Negociações (CSN), principal aliança de oposição na Síria.

Um grupo da ONU que investiga os crimes cometidos durante a guerra civil na Síria afirmou hoje que há milhares de prisioneiros em centros de detenção conhecidos e clandestinos.

Outro tema discutido foi o acesso humanitário a localidades sitiadas, onde atualmente não se permite a entrada de nenhum tipo de ajuda, apesar dos progressos realizados nas últimas semanas. De Mistura citou o caso de Daraya, na periferia de Damasco.

Sobre as questões políticas de fundo, o enviado da ONU explicou que foi revisada uma série de “princípios” colocados pela oposição em relação à redação de uma nova Constituição e sobre o processo de estabelecimento de um órgão transitório de governo.

“Trocamos documentos e ideias sobre como aprofundar as discussões sobre a transição e o processo político em geral”, explicou.

De Mistura reiterou que seu plano é receber as ideias de todas as partes e analisar quais são as “repetições, contradições e coincidências”. No entanto, o mediador antecipou que as negociações serão muito difíceis, porque a distância entre as partes é grande.

“O segredo está em ouvir todos os pontos de um lado, do outro, e colocar nosso próprio bom senso para tentar chegar a um acordo final”, destacou o enviado da ONU.

Fonte: Bol.com.br

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *