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Papa quer que separados que "vivem uma nova união" participem da Igreja

  • Alessandra Tarantino/AP

Cidade do Vaticano, 12 mar (EFE).- O papa Francisco expressou neste sábado seu interesse que “separados que vivem uma nova união” participem da comunidade eclesiástica e pediu que os tribunais da Igreja agilizem os processos de nulidade matrimonial.

“A Igreja é mãe e quer mostrar a todos o rosto de Deus fiel a seu amor, misericordioso e sempre capaz de dar força e esperança. O que mais nos interessa sobre os separados que vivem uma nova união é sua participação na comunidade eclesial”, disse.

O pontífice fez estas declarações durante uma audiência com os participantes de um curso organizado pelo Tribunal da Rota Romana, aos quais expressou sua “admiração” pelos casais que continuam unidos apesar das adversidades que possam surgir.

“Enquanto nos ocupamos das feridas daqueles que pedem para estudar a verdade de seu casamento fracassado, olhemos com admiração a aqueles que, também em condições difíceis, permanecem fiéis ao vínculo sacramental”, recomendou.

“Estes testemunhos de fidelidade matrimonial devem ser encorajados e apontados como exemplos a imitar. Muitas mulheres e homens suportam coisas pesadas, duras, para não destruir a família, para serem fiéis na saúde e na doença, na dificuldade e na vida tranquila. É a fidelidade, e são bons”, acrescentou.

No entanto, o pontífice encorajou os tribunais eclesiásticos a aplicar a nova legislação sobre a nulidade matrimonial, promovida durante seu Ministério, e a agilizar estes processos para ajudar os casais a “recorrer a eles do modo mais ágil possível”.

Neste sentido, Francisco pediu que “a nova legislação seja compreendida e aprofundada (…) para dar um serviço de justiça e caridade às famílias”.

“Para muita gente que viveu uma experiência matrimonial infeliz, a verificação do casamento representa uma possibilidade importante. E estas pessoas devem ser ajudadas a recorrer do modo mais ágil possível”, afirmou.

Francisco promulgou, em 15 de agosto do ano passado, dois documentos papais – “Mitis Iudex Dominus Iesus” e “Mitis et misericors Iesus”- com os quais reformou o trâmite eclesiástico de nulidade do casamento, tornando-o mais breve, simples e barato.

Fonte: Bol.com.br

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