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Para desenhar uma nova metrópole

A Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e a Prefeitura do Recife vão concluir até o fim do ano as pesquisas do Plano Centro Cidadão, que será subsídio à revisão de leis urbanísticas, visando o Centro Expandido Continental, que engloba seis bairros. O plano já teve diretrizes definidas. Segundo a diretora do Centro de Ciência e Tecnologia e coordenadora do plano, Andréa Câmara, os pesquisadores estão desenvolvendo estratégias urbanas que serão base para a revisão.

O presidente do Instituto Municipal Pelópidas Silveira, João Domingos, explica que três grandes produtos serão desenvolvidos: um documento técnico com o diagnóstico, com diretrizes e estratégias que subsidiarão na revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo e do Plano Diretor do Recife; um plano urbanístico para o setor de economia criativa compreendido no Quadrilátero de Santo Amaro (da Avenida Norte até a Avenida Mário Melo e Rua da Aurora); e um desenho urbano para as intervenções públicas no Núcleo de Ensino e Conhecimento do Centro Expandido, que abrange o entorno da Unicap.

“Todos esses produtos ficam prontos até novembro. Serão então submetidos à Câmara de Vereadores, o que deve acontecer no próximo ano. Só depois vão virar legislação”, explicou João Domingos. Os novos documentos regulamentarão as intervenções e melhorias urbanas a partir do desejo coletivo da sociedade. Segundo ele, as metodologias também serão aplicadas em outros trabalhos do Instituto Pelópidas Silveira e estão ajudando na capacitação da área técnica do órgão.

Para convidar a população a participar, foram realizadas pelos pesquisadores da Unicap as Oficinas Colaborativas Cidadãs, com ferramentas digitais para que todos possam colaborar através de sites e blogs, e ações de urbanismo tático e oficinas urbanas para avaliar a aceitação dos cidadãos e a possibilidade de mudança a longo prazo.
Todos os estudos pretenderam resgatar o convívio no espaço urbano. A área de 600 hectares compreendida no plano vai da Avenida Agamenon Magalhães à Rua da Aurora, abrangendo Boa Vista, Coelhos, Ilha do Leite, Paissandu, Santo Amaro e Soledade.

“Estamos elaborando material informativo, como cartilhas, e vamos realizar uma audiência para ouvir os moradores e a população que desejam participar ativamente do processo de mudança do centro expandido”, adianta Andréa Câmara. Quando do lançamento do Plano Centro Cidadão, a prefeitura suspendeu, por 18 meses, a análise de todos os projetos de construção com áreas iguais ou superiores a mil metros quadrados e de reforma ou ampliação acima de 500 m2. A medida não interferiu nas obras em andamento.

A partir da pesquisa, foram definidos quatros eixos a serem trabalhados no documento técnico: a interface dos edifícios e a permeabilidade das pessoas em relação ao tamanho dos muros; o mobiliário urbano; a acessibilidade e o estado de conservação das calçadas; e a vegetação.
Para João Domingos, do Instituto Pelópidas Silveira, a pesquisa foi fundamental para dar insumos para melhores estratégias urbanas de uma área plural. “Esse pedaço envolve dinâmicas: comercial, residencial, possui áreas consideradas mais nobres e zonas de interesse social (Zeis), com diversos pólos, seja comercial, de ensino e médico.”

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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