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Parentes de turistas argentinas encontradas mortas fazem protesto no Equador

Quito, 18 mar (EFE).- Dezenas de pessoas se reuniram nesta sexta-feira no balneário de Montañita, no oeste do Equador, para realizar a “marcha do silêncio” em homenagem às duas jovens turistas argentinas que foram encontradas mortas em fevereiro na cidade.

Familiares de Marina Menegazzo (21 anos) e María José Coni (22), as duas turistas argentinas cujos corpos foram encontrados no final de fevereiro em Montañita, lideraram a manifestação que percorreu a cidade, informou a “Rádio Pública do Equador (RPE)”.

Uma “proposta de paz” e de “não violência contra a mulher”, foram os lemas da “marcha do silêncio”, que também incluiu um ritual de despedida em homenagem às duas jovens.

Belém Menegazzo, irmã de uma das jovens, afirmou que os familiares das vítimas, que se encontram no Equador para acompanhar de perto as investigações, estão “comovidos” pelas demonstrações de solidariedade e condolências que receberam.

O advogado dos familiares, Hernán Ulloa, aproveitou a mobilização para pedir à população local que ofereça “qualquer detalhe que sirva para esclarecer” o caso e ressaltou que, de qualquer maneira, a manifestação quer dar uma mensagem de anseio por “uma sociedade mais segura”.

Na última terça-feira, a procuradoria equatoriana informou que a Polícia Federal da Argentina tinha confirmado a identidade das jovens turistas da cidade de Mendoza.

A conclusão da polícia argentina obedece a um pedido de “assistência penal internacional” solicitada pela procuradoria do Equador, no dia 3 de março, para esclarecer o caso.

O procurador-geral do Estado equatoriano, Galo Chiriboga, assegurou que as investigações pela morte das duas jovens argentinas vão continuar. As duas foram dadas como desaparecidas no dia 22 de fevereiro.

Duas pessoas estão sendo investigadas por esse caso, Secundo P. e Eduardo D., que supostamente teriam participado do assassinato das turistas e que estão presos preventivamente, depois da audiência de formulação das acusações realizada no dia 1º de março.

O Ministério do Interior do Equador confirmou em 29 de fevereiro a prisão dos dois suspeitos como supostos autores. Um deles chegou a confessar o crime, mas os familiares das vítimas afirmaram na época que tinham dúvidas sobre a versão das autoridades equatorianas, por considerar que uma rede de tráfico humano poderia estar por traz dos assassinatos.

Os parentes das duas jovens argentinas devem realizar uma nova manifestação neste sábado, na cidade litorânea de Guayaquil.

Fonte: Bol.com.br

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