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Paulo Monteiro: O líder lidera pessoas

Neste momento, em que o mercado brasileiro passa por um período de muita turbulência, é importante que as lideranças das organizações mantenham o equilíbrio e, principalmente, transmitam segurança para seus liderados. O atual cenário tem exigido profissionais diferenciados, com alta capacidade de execução, visão de longo-prazo, mas que consigam entregar os melhores resultados com muito menos recursos, em curto prazo. As lideranças precisam entender que nos momentos de dificuldades, as empresas precisam de um ambiente de paz, onde as pessoas se respeitem mais, sejam mais compreensivas, proativas e tenham mais espírito de equipe.

Falta nas organizações mais espiritualidade, que é inegavelmente o grande capital nessa fase difícil que o país atravessa. Esta nova realidade demonstra que as empresas estão orientadas para o custo, corte de despesas que normalmente começa por demissões, aí muitas vezes as empresas perdem talentos que passaram anos para formar e investiram uma boa grana para prepará-los. Quando as dificuldades passam e volta o cenário de normalidades, vão correr atrás desses profissionais, que muitas vezes não estão mais disponíveis. Os líderes das organizações devem difundir, de forma mais intensa do que o usual, a missão, a visão e a cultura da empresa no dia a dia, pois estamos atravessando hoje um período de descrença e de reflexão sobre os verdadeiros valores dos seres humanos.

Os líderes, na verdade, lideram pessoas e não empresas e precisam demonstrar que realmente se interessam pelas pessoas, agindo com sinceridade e quando preciso com austeridade, mas acima de tudo com respeito. O que as organizações mais precisam hoje não é de líderes perfeitos, e sim líderes que defendam uma nova visão e que levem as pessoas a por em prática essa nova visão, através de exemplos práticos, com discernimento para escolher os melhores caminhos.

Hoje, mais do que nunca, é muito arriscado tomar decisões isoladamente e as lideranças não podem ter medo de envolver suas equipes nos processos decisórios e nem de promover mudanças. É preciso coragem para promover inovações disruptivas, sacudir as coisas, manter a chama de comprometimento acessa e suas equipes motivadas, porque esse é melhor caminho para navegar e escapar incólume desse mar de trapalhadas que estão colocando o país.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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