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Por medo do zika na Rio-2016, Brasil pede à Nike mais roupas de manga longa

A epidemia do vírus zika no Brasil e o temor que ele possa afetar os atletas brasileiros durante a participação nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro fez o Comitê Olímpico do Brasil (COB) pedir à Nike – sua patrocinadora e fornecedora de uniformes da delegação – disponibilize mais camisetas de mangas compridas para evitar a picada do mosquito Aedes aegypti.

“Esta é uma preocupação que todos têm e já foi um tema muito discutido. Não estamos tomando nenhuma grande ação diferente de uso de repelente, colocação de telas protetoras nas janelas. O que pedimos apenas à Nike é que aumente a produção de roupas com manga comprida”, afirmou Marcus Vinícius Freire, diretor executivo de Esportes do COB durante evento em São Paulo na tarde desta terça-feira.

Mas a pouco mais de 120 dias para o início da Olimpíada, esta não é a única das preocupações do COB. Freire contou também que o aumento de testes antidoping surpresa feitos pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) tem causado problemas. Isso porque muitos atletas não estão acostumados com o processo e não estão presentes no momento de coleta da urina ou sangue.

“Quanto à questão do doping sou bem claro. Se o atleta foi pego, está pego e tem de cumprir punição. Mas o que tem me preocupado bastante é a quantidade de faltas. Muitos atletas ainda não sabem como funciona bem o sistema que você precisa informar a agenda com 90 dias de antecedência e tem de estar no local informado. Temos tomado muitas faltas, e com três um atleta é tido como que testou positivo. Então preocupa”, disse Freire, sem revelar nomes de atletas ou o número de faltas.

O diretor do COB afirmou ainda que nos quatro meses restantes o foco está no trabalho de prevenção de lesões – que foram um tormento em 2015 – e na preparação mental dos atletas que formarão a delegação.

“Estamos em uma fase de polimento. A parte mais complicada, de planejamento, de decidir a contratação de técnicos estrangeiros e onde os atletas iriam treinar já passou. Então agora já estou dormindo mais tranquilo”, disse.

“Não termos lesões graves agora é o objetivo e também esta parte da cabeça do atleta, de saber lidar com o torcedor brasileiro e com a pressão a favor e contra. Já realizamos um encontro no mês passado com os atletas classificados e faremos mais dois até os Jogos nos quais estamos abordando esta parte e toda a logística nos Jogos”, completou.

Fonte – UOL

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