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Principais jogos de PS4 e Xbox One flertam com narrativas cinematográficas

Os principais lançamentos do primeiro semestre são “Quantum Break” e “Uncharted 4”. Produções milionárias de estúdios renomados e bancadas pelas rivais Microsoft e Sony, os dois games têm mais em comum do que pode parecer em uma primeira olhada.

Em ambos os jogos a experiência central é pensada para um só jogador. “Uncharted 4” até oferece um modo multiplayer, mas esse nunca foi o principal elemento da série. Em “Quantum Break”, a ação é acompanhada por uma série de TV digna do Netflix, mas que é assumidamente complementar e secundária.

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O forte desses games é a ação rápida que leva o jogador em um passeio de montanha-russa por cenários deslumbrantes. Tanto “Quantum Break” quanto “Uncharted 4” querem oferecer narrativas cinematográficas, com personagens carismáticos, cenas de impacto, humor, drama e até uma pitada de romance, tudo misturado para produzir tramas envolventes.

É o cinema pipoca, mas com um controle nas mãos.

Há diferenças, é claro: “Quantum Break” flerta com a ficção-científica e os filmes de super-heróis, “Uncharted 4” é uma aventura de caça ao tesouro no melhor estilo “Indiana Jones”.

Com grandes poderes…

Primeiro jogo da finlandesa Remedy para Xbox One, “Quantum Break” tem como protagonista um rapaz que ganhou super-poderes em um acidente no laboratório da faculdade. O mesmo acidente pode levar ao fim do mundo, destruindo o contínuo temporal. De quebra, o acidente também deu poderes para o vilão da aventura.

“Quantum Break” bebe das clássicas histórias de origem de super-heróis. O mocinho, Jack Joyce, ganha super-poderes e sofre perdas dramáticas já nas primeiras horas do game, para evitar qualquer hesitação sobre o que deve fazer. Ele até mesmo é interpretado por um super-herói: Shawn Ashmore, o Homem de Gelo dos filmes “X-Men”.

Divulgação

Superpoderes são diferencial na ação frenética de “Quantum Break”

Ao invés de rajadas congelantes, Ashmore agora usa a manipulação do tempo para enfrentar os soldados da corporação maligna Monarch Solutions. Com esses poderes, o herói pode colocar os inimigos em bolhas de câmera lenta, criar ondas de choque, se mover quase instantaneamente de um ponto a outro e realizar alguns outros truques bem divertidos.

Com isso, a clássica mecânica de “abaixa atrás do muro e levanta para atirar” que é a base do combate em “Quantum Break” e tantos outros jogos de ação – como os próprios “Uncharted” – é substituída por tiroteios frenéticos e movimentados, onde você corre ao redor dos bandidos bolando maneiras criativas de acabar com eles. Ou de escapar de seus contra-ataques: Alguns soldados da Monarch são capazes de anular um ou outro poder e, pior, utilizar outros.

Assim como Ashmore faz o papel de Jack, todos os personagens principais de “Quantum Break” são interpretados por atores conhecidos do cinema e da TV. O vilão Paul Serene, por exemplo, traz o rosto e a atuação de Aidan Gillen, o Mindinho de “Game of Thrones”.

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“Quantum Break” leva a pegada cinematográfica um nível além ao incorporar, entre uma fase e outra, uma série ‘live-action’. Com cinco episódios de 20 minutos, a série é uma produção de boa qualidade, daquelas que poderiam passar numa boa no Netflix, por exemplo, mas que é enriquecida pelo game: as escolhas feitas pelo jogador no final de cada fase influencia os eventos exibidos na série.

Além do Xbox One, “Quantum Break” será lançado também para Windows 10. O jogo sai no dia 5 de abril.

O grande final da saga?

“Uncharted 4: A Thief’s End” tem tudo para ser o grande final da saga criada pela Naughty Dog no PlayStation 3. O caçador de tesouros Nathan Drake ainda é o protagonista, mas agora está mais maduro e relaxado com a vida de casado. Drake está aposentado, ao menos até o aparecimento de seu irmão mais velho, Sam, personagem que surge neste game e que nem os fãs mais ferrenhos da série sabiam que existia.

A aventura dos irmãos Drake promete preencher as lacunas sobre a juventude de Nathan, tanto com flashbacks do herói adolescente quanto com a relação entre eles nos dias de hoje. É uma história de origens às avessas, contada no final da saga – e que provavelmente será acompanhada de um desfecho para as aventuras de Drake, Sully e companhia.

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Em “Uncharted 4”, os irmãos Drake partem para uma lendária ilha próxima a Madagascar, na África, onde estaria o tesouro do pirata Henry Arvey, estimado em US$ 400 milhões de dólares nos dias atuais. A Naughty Dog garante que o jogo terá fases em outros lugares do mundo, como num bom filme de aventura. Mesmo na ilha, o jogador vai passar por cenários de selva, cidades e até montanhas cheias de neve.

A ação traz alguns movimentos novos que prometem tornar o combate mais dinâmico, mas os tiroteios seguem a receita do “abaixa e atira” bem conhecida pelos fãs da série, combinadas com exploração do cenário e quebra-cabeças. Espere por sequencias de ação vertiginosas, com perseguições de jipe e muitas explosões – mas também por uma narrativa mais densa do que nos “Uncharted” anteriores, influência do outro game da Naughty Dog, o premiado “The Last of Us”.

Um ponto importante é que o jogador tomará pequenas decisões ao longo do game, coisa inédita para um “Uncharted”. Segundo a produtora, as decisões adicionarão um sabor extra para as cenas de animação, mas não vão mudar o rumo da trama.

TRAILER DETALHA HISTÓRIA DE “UNCHARTED 4”; ASSISTA

Exclusivo para PlayStation 4, “Uncharted 4: A Thief’s End” sai em 10 de maio.

Qual é melhor?

Apesar das semelhanças, é difícil estabelecer uma comparação direta entre “Uncharted 4” e “Quantum Break”. Ambos são jogos de ação com tiroteios envolvendo o uso de cobertura, ambos contam as origens de seus protagonistas e buscam oferecer uma experiência cinematográfica para os jogadores.

“Quantum Break” aposta na combinação de jogo e seriado com atores reais. “Uncharted” segue uma linha mais tradicional, oferecendo inclusive uma modalidade multiplayer para prolongar a jogatina depois que você terminar a aventura.

JOGAMOS “QUANTUM BREAK”: VEJA O QUE ACHAMOS DO GAME

Os dois jogos trazem gráficos incríveis, tanto nas sequencias de animação quanto nas partes jogáveis. “Quantum Break” utiliza inclusive o mesmo sistema de captura facial de “L.A. Noire”, da Rockstar, para reproduzir as feições dos atores de forma natural.

Sobre os aspectos técnicos: A campanha solo de “Uncharted 4” vai rodar em resolução 1080p e 30 quadros de animação por segundo, mesma qualidade que “Quantum Break” oferecerá no Xbox One. No modo multiplayer, o jogo do PlayStation 4 promete oferecer 60 quadros de animação por segundo, mas numa resolução menor: 900p. Quem jogar “Quantum Break” no PC e tiver uma máquina potente, poderá curtir o game na cobiçada resolução 4K.

No Brasil, os dois jogos terão dublagem em nosso idioma, embora até o momento não se tenha nenhuma amostra do que virá por aí.

Fonte: Bol.com.br

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