Principais membros de missão opositora síria chegam a Genebra para negociar

Genebra, 12 mar (EFE).- Os dois principais integrantes da delegação opositora síria, que deve negociar com o governo a partir da segunda-feira, chegaram neste sábado a Genebra, após o anúncio de que a oposição aceitaria participar da segunda rodada de conversas auxiliadas pela ONU.

O general desertor do exército sírio e comandante do Exército Livre Sírio, um dos grupos armados mais importantes, Assad Al Zoubi liderará a delegação da Comissão Suprema das Negociações (CSN), aliança integrada por entidades armadas rebeldes e pela oposição política no exílio.

Junto com Al Zoubi chegou a Genebra o líder rebelde Mohamad Alloush, que atuará como chefe negociador.

Alloush é chefe político de um dos grupos mais fortes que combatem o regime de Damasco, conhecido como Jaish Al-Islam (Exército do Islã).

Essa organização armada é considerada terrorista pela Rússia e pelo governo sírio, que na rodada de negociações anterior, há seis semanas, rejeitou reconhecê-la como interlocutora válida.

A expectativa é que o restante dos membros da numerosa delegação opositora – de 45 integrantes – chegue nas próximas horas, enquanto a que representará o governo sírio confirmou sua chegada a Genebra no domingo.

Antes da partida dos enviados do regime de Damasco, o ministro de sírio das Relações Exteriores, Walid al-Mouallem, declarou à imprensa que a responsabilidade do sucesso ou fracasso das negociações não recai sobre o governo, e sim nos adversários.

Al-Mouallem afirmou que nas negociações não serão abordadas as eleições presidenciais ou da saída do líder Bashar al Assad porque a decisão de quem governa Síria depende exclusivamente do povo, e não de agendas exteriores.

Já em Genebra, Alloush reagiu a essas declarações e, através da rede social Twitter, comentou que “as palavras de al-Moualem mostram falta de seriedade para as negociações”.

A rodada anterior foi suspensa pelo mediador da ONU, Staffan de Mistura, em 3 de fevereiro, seis dias após sua abertura e sem ter conseguido fazer com que as delegações aceitassem realizar negociações indiretas.

De Mistura reconheceu que “a continuação dos combates e as dificuldades para o acesso da ajuda humanitária tornavam impossível as discussões sobre as verdadeiras questões políticas que estão em jogo”.

Entre essa rodada e a que começará na segunda-feira se chegou a uma acordo para a cessação das hostilidades, que já dura duas semanas apesar das várias violações denunciadas, e a ONU conseguiu chegar a mais da metade dos locais sitiados na Síria para levar alimentos e outras ajudas imprescindíveis a milhares de pessoas.

Fonte: Bol.com.br

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