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Receita de serviços de voz será nula em poucos anos, segundo presidente da Tim

Com cerca de 100 milhões de usuários, a empresa de telefonia Tim procura mudar seu modelo de negócio com a economia digital. Diante do aumento de uso de planos de dados, a companhia se programa para reagir diante de um mercado cada vez mais impactado pela hiperconectividade.

Em painel realizado na 20° edição do SAP Fórum, que acontece em São Paulo nesta terça-feira, o CEO da Tim Brasil, Rodrigo Abreu, falou sobre os planos da empresa. “Nós mudamos a nossa missão de empresa para que as pessoas entendam que é necessário romper com o passado para se criar uma cultura nova”, conta Abreu, que simplificou a missão para aproximar a companhia do público.

“Em relação à nossa jornada digital é complicado gerar mudanças, já que as estruturas são grandes e complexas. Nós estamos começando do zero para fazer mudanças em algumas aplicações, como nos aplicativos de interação com o cliente”, explica.

Com a estrutura da indústria se transformando e se adaptando ao digital, os números da empresa também mudam. Os dados de voz, que representavam 80% da receita da Tim, podem ter representatividade nula daqui há poucos anos.

“Hoje nós competimos com Google, WhatsApp. E por isso procuramos operar de forma digital. A receita de voz está diminuindo e será quase nula em pouco tempo. Só a Tim registra cinco bilhões de uso de dados de rede em dias. Isso dá mais que cada like do Facebook”, compara.

As mudanças ainda se refletem nos investimentos da empresa. “São processados 30 bilhões de informações diferentes e as estratégias não podem ser apenas intuitivas. É preciso saber investir nas cidades de diferentes formas, de acordo com cada resultado. Métodos e processos antigos não dão mais resultados”, afirma.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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