Últimas

Renan aciona CNJ contra “possíveis” excessos do Judiciário

Senador também fala sobre seu nome nas planilhas suspeitas da Odebrecht

 

O presidente do Congresso Nacional, senador alagoano Renan Calheiros (PMDB), quer o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) coibindo “possíveis excessos” do Judiciário nas investigações da Lava Jato. Ontem, o senador apresentou petição disciplinar no CNJ, solicitando providências e explicou que não cabe ao Senado Federal, ou a ele pessoalmente, analisar sobre essa questão.

Segundo o senador, “o país está aguardando as providências do Conselho Nacional contra eventuais excessos que possa ter havido no Judiciário, se é que houve excessos”, e provoca o Conselho: “A palavra final está com o CNJ”.

A preocupação dele é com a possibilidade da crise político-institucional se agravar com a ingerência de um poder sobre outro:

“É evidente que as instituições no Brasil estão funcionando, verdadeiramente funcionando. Ontem, eu disse que tinha uma preocupação a mais. É que, no momento de crise, quando uma instituição se preocupa em grilar função de outra, ela acaba colaborando com o agravamento da crise.”

Será mesmo que é isso?

O Judiciário ingerindo no Executivo e no Legislativo, ou investigando indícios de corrupção em ambos os poderes?

Não entro no mérito da possibilidade de haver ou não excessos, mas penso que, sim, é dever do Judiciário fazer a faxina ética na política brasileira, auxiliado pelo Ministério Público. Acredito que é exatamente essa a providência, de fato, que os brasileiros aguardam.

Por sua vez, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, afirmou ontem à noite, no Rio de Janeiro, que não há abuso de poder na Operação Lava Jato. Se há politização nas investigações que revelaram o esquema de corrupção na Petrobras? A ministra nega: "Não. Estão sendo observadas rigorosamente a Constituição e as leis".

Planilhas – Sobre seu nome ter aparecido entre os 200 que constam de planilhas suspeitas apreendidas na Odebrecht pela Lava Jato, que apura corrupção na Petrobras, o senador Renan Calheiros falou à imprensa em Brasília:  “Eu nunca cometi impropriedade. Essas citações, do ponto de vista da prova, não significam nada. Absolutamente nada. Eu sempre me coloquei à disposição, sempre tomei a iniciativa para pedir qualquer investigação que cobram. Acho que a diferença é exatamente essa, você ter as resposta para dar”.

Muita água ainda deve rolar na Lava Jato.

Aguardemos.

 

por Eliane Aquino 

Foto internet

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *