Reunião tem depoimento de autores de pedido de impeachment de Dilma

Está acontecendo na Câmara a reunião da comissão especial que analisa a admissibilidade do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Conforme acordado na manhã de hoje, o encontro tem por finalidade ouvir os advogados Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal, autores do pedido que culminou no processo de impeachment de Dilma. Reale Jr já falou e foi breve, com um depoimento de menos de 30 minutos.

Bastante eloquente, por vezes aos gritos, Janaína Paschoal fa zum depoimento mais longo e inflamado. Após as falas, o relator da comissão, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), vai ter 15 minutos para fazer perguntas e líderes e demais integrantes da comissão terão três minutos cada para indagações.

De acordo com Arantes, na atual fase da tramitação do pedido de impeachment, não cabem produção de provas, nem depoimentos de testemunhas. Segundo o relator, os convidados deverão apenas prestar esclarecimentos à comissão.

A sessão começou com um quórum de 50 membros e 51 parlamentares – entre membros e não membros – já inscritos para falar e um clima acalorado em plenário, com gritos de governistas e oposicionistas.

No começo da reunião, o presidente do colegiado, Rogério Rosso (PSD-DF), disse que a audiência é para esclarecer as denúncias de crime de responsabilidade contra a presidente Dilma. Ele aproveitou para indeferir questão de ordem da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que questionou a oitiva de convidados antes do término do prazo de 10 sessões para apresentação da defesa de Dilma.

Na resposta, Rosso alegou que os depoimentos não servem para instrução probatória e sim apresentação do conteúdo já descrito no pedido de impeachment. “Não pode haver negligência de nossa parte e, por isso, temos o dever e o compromisso de buscar a clareza e o entendimento da denúncia aqui apresentada”, afirmou. Jandira avisou que vai recorrer da decisão.

Na sequência, o líder do PDT, Weverton Rocha (MA), fez uma nova questão de ordem alegando a necessidade de a presidente Dilma acompanhar os trabalhos da comissão ou indique um procurador para representá-la. Ela sugeriu que os trabalhos fossem suspensos. Os oposicionistas se revoltaram e a sugestão causou tumulto no início da sessão.

Reale foi convidado a iniciar sua apresentação, mas os governistas foram até a mesa exigir que fosse aberto espaço para novas questões de ordem. Houve um tumulto generalizado no plenário, com governistas gritando “não vai ter golpe” e oposicionistas aplaudindo o jurista e gritando “impeachment”.

Essa é a sexta reunião ordinária da comissão e é acompanhada por manifestantes pró e contra o impedimento da petista. Durante a audiência, parlamentares de oposição levantaram panfletos escritos “impeachment já”.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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