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Rússia quer usar foguetes nucleares para chegar a Marte em 45 dias

A Rússia acredita ter uma proposta para chegar a Marte muito mais rápido do que os 18 meses esperados para uma viagem com a tecnologia atual. A Rosatom, a companhia estatal de energia nuclear, anunciou está desenvolvendo um motor nuclear, que seria capaz de levar pessoas da Terra até o planeta vermelho em apenas 45 dias, com combustível suficiente para voltar. 

Com a tecnologia atual, não só é demorado e arriscado ir para Marte, como também é muito provável que a viagem não tenha volta, devido justamente ao problema do combustível. O uso da energia nuclear poderia ser uma alternativa. 

O problema é, como tudo na vida, dinheiro. A situação econômica da Rússia não é tão boa para bancar um projeto do tipo, então há a chance de que não seja possível cumprir a meta de lançar um protótipo em 2025. Os desafios técnicos, curiosamente, não são o problema neste caso. 

Acontece que, graças à Guerra Fria, tanto Estados Unidos quanto União Soviética trabalharam com sistemas de propulsão a fissão nuclear. A questão é que, na época, estes sistemas foram projetados para satélites relativamente leves, e não para naves interplanetárias repletas com os equipamentos necessários para manter a vida durante a viagem. 

De qualquer forma, a adaptação “não seria muito complicada”, explica Nikolai Sokov, do Centro James Martin de Estudos para a Não-Proliferação na Califórnia à Wired. A principal questão técnica e financeira é construir uma nova em volta destes sistemas de propulsão, que são diferentes da técnica mais comum com queima de combustível. 

A Rosatom não entrou em detalhes sobre como faria este sistema de propulsão, mas ao que tudo indica a ideia é usar fissão termonuclear. A ideia é dividir átomos, o que gera muito calor (o conceito é similar ao da bomba atômica), e aproveitar este calor para queimar hidrogênio ou outro combustível. Direcione o fogo para um lado (para baixo), e o foguete irá para o outro (para cima). 

Via Wired 

Fonte: Olhar Digital
Matéria originalmente postada no site olhardigital.uol.com.br

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