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Salah Abdeslam rejeita ser extraditado à França

Bruxelas, 19 mar (EFE).- O suposto principal suspeito de realizar o atentado de 13 de novembro em Paris, Salah Abdeslam, detido na sexta-feira em Molenbeek (Bruxelas), rejeita ser extraditado à França, segundo anunciou nestae sábado seu advogado, Sven Mary.

O suspeito, que compareceu perante o juiz instrutor, que lhe apresentou as acusações, deve voltar a ficar perante esse letrado na tarde de sábado por conta da ordem de extradição da França.

O presidente francês, François Hollande, disse na sexta-feira que a França pedirá a extradição de Abdeslam e expressou confiança em que as autoridades belgas “responderão da maneira mais rápida possível”.

O ministro belga de Justiça, Koen Geens, afirmou que a Bélgica era favorável a essa extradição.

“Os fatos mais graves ocorreram na França, portanto é normal que Abdeslam seja extraditado”, indicou.

Geens precisou que, de fato, essa extradição era só “uma formalidade”.

No entanto, hoje o advogado de Abdeslam disse que seu cliente se oporá à extradição.

“Meu cliente colabora com a Justiça belga e admite que estava em Paris em 13 de novembro” disse Mary, que precisou que seu estado físico é o de alguém que recebeu um tiro na perna, segundo a agência Belga.

Abdeslam compareceu neste sábado por volta das 12h30 local perante um juiz instrutor.

Pouco antes, seu advogado chegou à sede da Polícia em Bruxelas, onde aconteceu esse comparecimento.

Também está previsto que compareçam hoje perante o juiz instrutor outras quatro pessoas detidas na sexta-feira: Abid Aberkan, Sihane Aberkan, Djemila M. e o homem identificado com o nome Amine Choukri.

Abdeslam e Choukri foram capturados pelas unidades especiais da Polícia Federal belga no distrito comunal de Molenkeek, em Bruxelas. EFE

mb/ff

Fonte: Bol.com.br

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