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Sino avisa que pastel de Belém saiu do forno; manteigaria fatura R$ 200 mil

O português Duval Caetano Pestana, 62, veio ao Brasil com a intenção de abrir um restaurante de culinária típica portuguesa. Afinal, o empresário já tem três estabelecimentos no seu país natal. No entanto, mudou de ideia ao provar os pastéis de Belém da cidade de São Paulo.

Apesar de o nome pastel de Belém só poder ser usado pela fábrica de pastéis de Belém de Lisboa, que o patenteou, essa é a forma mais popular como é conhecido o pastel de nata.

“Nenhum me agradou. Todos eram razoáveis e com um preço muito elevado.” Então, há oito meses, criou a Manteigaria Lisboa, especializada na produção do quitute, e abriu duas unidades: uma na rua Padre João Manuel e outra na rua Pamplona, ambas próximas à Avenida Paulista, na região central de São Paulo.

Segundo ele, as manteigarias foram criadas em Portugal para vender laticínios (leite, nata, queijo etc.). Hoje em dia, elas vendem pastel de nata, café e licores.

Sino de Belém

Para manter a tradição portuguesa das manteigarias, segundo ele, toda vez que sai uma fornada nova dos pastéis de nata, ele toca um sino para avisar os clientes.

“O movimento maior é na hora do almoço. Chega a formar fila em frente ao balcão. Mas, durante o período da tarde, o pessoal que trabalha nos escritórios do entorno, ao ouvir o sino, desce para comer o pastel e tomar um café.”

Atualmente ele produz de 800 a mil pastéis de nata por dia, em cada loja, e fatura R$ 200 mil por mês (ele não revela o lucro). Até o fim de março ele abrirá uma unidade no shopping Center 3 e mais três lojas em outros centros de compras até o fim do ano. “Minha meta é chegar a 50 lojas em três anos.” 

O foco da expansão da manteigaria serão os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. “Todas serão lojas próprias. Não vou abrir franquia, porque quero manter em segredo a receita herdada pela minha avó e pela minha mãe.”

Preço acessível

Ele disse que seu diferencial, além da receita, é o preço. O combo com um café e um pastel de nata sai por R$ 7. “Com a crise que o Brasil está vivendo, optei por subsidiar o meu preço para ganhar mercado e atrair novos clientes. Nossa maior fonte de divulgação é o boca a boca. Todo dia eu vejo alguém diferente em nosso balcão.”

Há, ainda, combos com vinho do porto e licores, tipicamente portugueses, que vão de R$ 12 a R$ 15.

Produto não é tão popular

Para a Karyna Muniz, consultora do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), a proposta do empresário é audaciosa, porque o produto atinge mais o público que viaja e conhece a culinária portuguesa.

“Se você andar por Madrid (na Espanha), verá muitas manteigarias vendendo o pastel de nata. Por aqui, o doce não é tão popular, o que torna o negócio bastante segmentado.”

De acordo com Muniz, o preço acessível foi uma boa aposta do empreendedor. “Ele está na rua, oferecendo um produto que é pouco conhecido e, por isso, o preço é muito importante para atrair mais clientes.”

Sobre a expansão, a especialista afirma que é possível crescer sem operar no sistema de franquia, especialmente mantendo o mesmo padrão de qualidade dos produtos.

“A rede Ladurée não tem franquias e produz seus macarons (espécie de biscoito com recheio) e doces na França e em uma cidade dos Estados Unidos, apenas. Todos os produtos são levados em contêineres refrigerados para o mundo todo. Foi a forma que eles encontraram de manter a qualidade e não revelar a sua receita.” 

Onde encontrar:

Manteigaria Lisboa: http://www.facebook.com/manteigarialisboa

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Fonte: Bol.com.br

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