Terrenos baldios e ruínas de prédios ou imóveis abrigam carros e motos

Enquanto o governo não dita o rumo para se amenizar os problemas de estacionamentos no Recife, a cidade vai criando suas próprias soluções. Nem sempre são ideais. O chão é de terra fofa, às vezes. A iluminação é fraca ao escurecer. Pergunte-se aos motoristas o que acham disso e mesmo assim, diante das ruas lotadas, dirão que aprovam os espaços. Por improvisados que esses venham a ser. Os bairros da Ilha do Leite e de Boa Vista expressam essas mudanças. Em ambos, terrenos baldios e ruínas de prédios ou imóveis de difícil reforma desaparecem para abrigar carros e motos. E funcionam apenas durante o dia, em geral. Na esquina das ruas das Fronteiras e Paissandu, um antigo centro médicos facilita a vida dos motoristas, principalmente daqueles que se dirigem à região para tratamento de saúde. Destino semelhante teve alguns dos terrenos, com frente para a Avenida Agamenon Magalhães e fundo para a Rua das Fronteiras. Porteiras e tabelas de preços foram fixados nestes endereços desde o fim do ano passado. As vagas ainda são poucas, dizem os usuários. Os administradores dos espaços afirmam ser o que podem oferecer. O município vê tudo sem acenos efetivos para a questão.

Outra finalidade
Um fosso do novo viaduto da Avenida Caxangá está mais para lixeira. O quadrado de cimento acumulava ontem, além de lama, garrafas e sacolas de plásticas e papelões. Parece abandonado.

Calçada se desmancha
Trechos do meio-fio do canteiro central da Avenida Caxangá, na Iputinga, sugerem que ali seriam construídos acessos para cadeirantes. Nada se fez e as falhas nas calçadas se ampliam dia após dia.

Parece o Sertão…
A rotina da Rua Amalita, bairro da Macaxeira, equivale a localidades sertanejas. Em algumas das últimas semanas, a água não chega às torneiras. Noutras, pinga duas vezes e por menos de uma hora.

…Mas tem poços
O que salva os moradores da rua são dois poços. Na hora da “necessidade”, bate-se à porta dos proprietários dessas fontes d’água. Mas as contas, queixam-se as famílias, chegam antes da data de pagamento.

Acabou o prazo…
Por lei, Caruaru, no Agreste, já deveria dispor de um plano de mobilidade. O limite para integrar o documento ao Plano Diretor Municipal terminou em abril do ano passado, mas nada foi apresentado

…Veio a cobrança
Como não se cumpriu a Lei Municipal 12.587, de 2012, o Ministério Público decidiu cobrar a prefeitura. A exigência é que o plano de mobilidade seja apresentado até o fim de maio deste ano.

Corrida…
O campus da UFPE, no Recife, lembrava ontem à tarde um haras. Em um cavalo, um rapaz tangia uma égua e dois filhotes. Correram pelos gramados do restaurante central e do Centro de Engenharia.

…Salve-se
Estudantes e camelôs tiveram que acelerar o passo, ou mesmo correr, para não serem atropelados pelos animais, enquanto o rapaz nem sequer olhava para os lados. Imaginava estar em uma fazenda.

Risco no galpão
Na Rua Conselheiro Silveira de Souza, no Cordeiro, o imóvel 800 se tornou uma dor de cabeça para os moradores. O galpão guarda dezenas de carros velhos, apontados como possíveis focos de dengue.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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