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Tribuna SBTpedia: O renascimento do 'Programa do Ratinho', por Gabriel Reis

O renascimento do “Programa do Ratinho”

Por Gabriel Reis* (gabrielviannareis@gmail.com) 

Ratinho e Xaropinho

Em setembro de 1997, Carlos Massa, o Ratinho, apresentador de programas policiais no Paraná, estreava em cadeia nacional na TV Record. Estava no ar o “Ratinho Livre”. Misturando pautas policiais, humor escrachado, assistencialismo, problemas conjugais (em especial o “DNA”) e pautas polêmicas ou bizarras (como a do “homem grávido”), o apresentador ganhava da TV Globo diariamente durante boa parte de seu programa.

O sucesso do apresentador o fez migrar para o SBT em agosto de 1998. Após uma saída repentina da Record, estreou no SBT com bons resultados, em especial quando enfrentava atrações que iam ao ar após a “novela das 8”. A comemoração em cima de um pódio com a música do “Jornal Nacional” ao fundo é clássica.

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Em 2015, após vitória em cima do “Jornal da Globo”, Ratinho voltou a usar a sua comemoração clássica.


Com a passagem dos anos, veio o desgaste de audiência e a partir de 2005 Ratinho passou a apresentar os mais diferentes formatos e a frequentar os mais diferentes horários no SBT. Apesar de uma boa fase em 2005 barrando as novelas das 19h da Record, a estabilidade só se deu a partir de 2010, quando voltou a ser exibido na faixa das 21h (sendo empurrado atualmente para as 22h em razão do sucesso das novelas infantis).

Logo na volta, o que se viu foi uma versão menos sensacionalista do apresentador, mas sem perder muitos dos aspectos que o consagraram. Nas primeiras semanas de programa as principais pautas foram: o “homem diabo” e o DNA envolvendo um casal que poderia ser irmão (e não sabia). A audiência do horário, antes derrubada por “Gossip Girl” e “Smallville”, chegou a picos de 13 pontos.

Com o tempo, o apresentador passou a testar outros formatos, muitos clássicos da televisão brasileira. Além da volta do “DNA”, Ratinho hoje apresenta o game show “Tempo de Ganhar”, e faz a sua versão escrachada e atual do “Show de Calouros”, o “Dez ou Mil”. Também recuperou o “Jornal Rational”, lançado com sucesso em 2004, e o “Voltando pra Casa”, que é um remake do “De volta para a minha terra”, quadro tradicional do “Domingo Legal”. Os resultados vieram: em junho de 2015 o programa atingiu sua melhor média mensal desde 2012, mesmo concorrendo com Gugu Liberato (foram 8,9 pontos); suas vitórias sobre Xuxa são frequentes, foram 27 vitórias em 31 confrontos; e no dia 12 de fevereiro desse ano atingiu uma das maiores médias em 2016, 10,3 pontos, com pico de 15.

A grande vantagem de Ratinho sobre seus concorrentes, e até em relação a outros programas do SBT, é não deixar se acomodar. Mesmo nos momentos de derrota, como nos confrontos com Gugu as quartas-feiras, o apresentador sempre busca alternativas. Quando Gugu entrevistou Suzane Von Richthofen, Ratinho trouxe Florinda Meza ao Brasil e remontou a vila do “Chaves” no palco do programa. Com a reestreia de “Gugu” na Record esse ano, Ratinho trouxe o seu quadro mais tradicional para as quartas-feiras, o “DNA”, e o voltou a fazer ao vivo, depois de mais de dez anos. Em uma semana (comparando o desempenho do dia 16 de março, com o do dia 23 de março) houve um crescimento de 40% na audiência (fechando com 8,2 de média nesse dia).

No ano em que completa 18 anos de SBT, Ratinho conseguiu se reinventar sem perder a sua essência, e hoje voltou a ser, sem dúvida, um dos principais pilares na programação da emissora.

*É graduado em Comunicação Social (Rádio e TV) pela Escola de Comunicação da UFRJ. Teve passagens pela TV Boas Novas e pelos canais Esporte Interativo, onde foi coordenador de programação. Atualmente escreve artigos de opinião às segundas-feiras no “SBTpedia”

Fonte: SBTpedia (www.sbtpedia.com.br)

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