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Unicef eleva para 119 número de mortos em bombardeio a mercado no Iêmen

Sana, 17 mar (EFE).- Pelo menos 119 pessoas, entre elas 22 crianças, morreram no bombardeio terça-feira passada a um mercado na província de Haia, no Iêmen, pela coalizão árabe, liderada pela Arábia Saudita, denunciou o Unicef nesta quinta-feira.

A representante adjunta do Unicef no Iêmen, Meritxell Relaño, divulgou a nova apuração de vítimas em entrevista coletiva em Sana, e detalhou que o ataque aéreo deixou 47 feridos, seis deles menores de idade.

Este bombardeio é o que mais vítimas civis causou desde que em março de 2015 a coalizão árabe iniciou os ataques aéreos contra os rebeldes houthis, para ajudar o presidente iemenita, Abdo Rabbo Mansour Hadi, a recuperar o controle do país.

“Condenamos com força este sangrento ataque ao mercado Al Khamis, que foi horrível e uma grave violação da legislação internacional e dos direitos humanos. Reiteramos o pedido para manter as crianças fora do conflito”, ressaltou o responsável do Unicef.

Nesse sentido, destacou que “as crianças iemenitas são vítimas de uma guerra com a qual não têm nada a ver, e têm direito de viver seguros em qualquer lugar, especialmente em locais públicos, como mercados, hospitais e escolas”.

Em seu comparecimento, Relaño revelou que desde o início, há quase um ano, dos bombardeios da coalizão árabe no Iêmen, 800 crianças morreram e 1.180 ficaram gravemente feridas.

Ela pediu o fim imediato do conflito para que os iemenitas possam recuperar a tranquilidade e para permitir o envio de ajuda humanitária.

“Não podemos apresentar assistência humanitária efetiva e de qualidade se não imperar a paz”, alertou Relaño.

O coordenador da ONU para Assuntos Humanitários no Iêmen, Jamie McGoldric, disse ontem, referindo-se ao ataque ao mercado de Al Khamis que os civis devem ser protegidos e não atacados, em cumprimento à legislação internacional.

Fontes tribais contaram à Efe na terça-feira que houve dois bombardeios aéreos, o primeiro contra um restaurante próximo ao mercado que estava cheio de clientes, e o segundo contra tendas de vendas de verduras.

Em 12 de janeiro, pelo menos 20 pessoas morreram, entre elas mulheres e crianças, e dezenas ficaram feridas em bombardeios da aviação da aliança saudita contra um complexo turístico, a 30 quilômetros ao sul de Sana.

Fonte: Bol.com.br

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