Acusado de atirar e matar capitão da PM tem prisão preventiva mantida

Juiz Geraldo Amorim entendeu que há fortes indícios de autoria do crime

 

O juiz Geraldo Cavalcante Amorim Terceiro, da 9ª Vara Criminal da Capital, manteve a prisão preventiva de Agnaldo Lopes de Vasconcelos, acusado de ter atirado e matado o capitão da PM Rodrigo Rodrigues, durante uma abordagem a residência, no dia 08 deste mês. O juiz considerou haver fortes indícios de autoria do crime contra Agnaldo.

Agnaldo foi preso em flagrante na noite do fato após o militar ser baleado e morrer. O capitão Rodrigo estava em diligências monitorando pelo GPS um celular que havia sido roubado naquela noite no bairro do Poço. O rastreador apontava que o aparelho estava nas proximidades da residência de Agnlado, situada em um condomínio no Jardim Petrópolis.

Segundo a versão da Polícia Militar, Rodrigo teria se identificado como militar ao bater no portão antes de subir o muro para entrar na residência. Agnaldo teria disparado contra o militar, que ainda foi socorrido, mas morreu.

Na decisão proferida pelo Juiz Geraldo Amorim, ele sustentou que “Além de haver fortes indícios de autoria em desfavor do suspeito e a gravidade in concreto do delito, tem-se o modus operandi que, conforme depoimentos testemunhais, a vítima, Capitão da Polícia Militar, fora atingida na região axilar e do pescoço, quando de uma abordagem. Tem-se, ainda, que Rodrigo Moreira estava fardado, em posse de todo o aparato essencial para o trabalho de um agente policial, bem como se dirigiu até o local do fato em uma viatura devidamente caracterizada. Corroborando com a gravidade in concreto do delito e o modus operandi empreendido, há de se considerar que a vítima, como já bem colocado, era Policial Militar”.

Agnaldo segue preso no Sistema Prisional. Ele foi autuado pelos crimes de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo.

Suspeito de roubar celular foi preso

Na última sexta-feira (15) a Polícia Civil apresentou José Romão da Silva Júnior como sendo suspeito pelo roubo do aparelho celular rastreado pelo capitão Rodrigo. Ele é vizinho de Agnaldo.

O delegado Ronilson Medeiros explicou que a prisão de José Romão ocorreu quando ele acompanhava seu pai durante depoimento no Code.

Ele estava com o aparelho roubado no bolso e não sabia que o celular era rastreado naquele momento. Segundo o delegado, as vítimas do assalto o reconheceram. José Romão negou o crime afirmando que havia comprado o celular.

O assalto que culminou com a morte do capitão PM Rodrigo Rodrigues começou na noite do sábado no bairro do Poço. José Romão roubou o celular e fugiu em seguida. A vítima se dirigiu ao Complexo de Delegacias Especializadas, no bairro da Mangabeiras  para prestar queixa de roubo. Lá ela informou que estava rastreando o aparelho e deu as coordenadas aos policiais do trajeto que o assaltante fazia.

 

 

Por Vanessa Siqueira

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *