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Acusados de matar jovem carbonizada e sob tortura na Serraria vão a júri popular

Vanessa Ingrid, namorado e demais réus foram pronunciados pelo juiz Geraldo Amorim

 

Os acusados de matar e carbonizar o corpo da jovem Francielen Rocha, de 18 anos, no bairro da Serraria, em Maceió, crime de grande repercussão ocorrido em 2013, foram pronunciados, nesta sexta-feira (29), pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim, titular da 9ª Vara Criminal da Capital. A partir de agora, o processo segue ao Tribunal do Júri, a quem caberá fazer o julgamento por meio de um júri popular. 

Ao todo, o Juízo Criminal fez a pronúncia de cinco acusados neste crime. São eles, Vanessa Ingrid da Luz Souza, Thiago Handerson Oliveira Santos, Victor Uchôa Cavalcanti, Saulo José Pacheco de Araújo e Nayara da Silva. Os três primeiros respondem por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de fogo e tortura e dissimulação), previstos em três incisos do artigo 121, do Código Penal. Saulo foi enquadrado em emprego de fogo e Nayara, em motivo torpe.

A sentença de pronúncia já está publicada no Diário Eletrônico do Poder Judiciário. De acordo com o magistrado, foram encontrados requisitos que tornam admissível a acusação feita pelo Ministério Público Estadual (MPE). A partir de agora, o processo segue tramitando para a preparação do júri popular.

O caso

De acordo com a investigação policial, a jovem Francielen, que estava grávida de dois meses, foi torturada e assassinada a mando de Vanessa, que seria garota de programa. O corpo da vítima, assassinada com requintes de crueldade, foi encontrado carbonizado no bairro da Serraria, em Maceió. Inicialmente, foi especulado que o crime se tratava de uma ritual de magia negra.

Assim que foi preso, Saulo confessou que dirigiu o veículo para transportar as pessoas, acusadas no homicídio, até o local do crime. Além de Saulo, dois menores, à época, também foram apreendidos. 

A motivação do crime teria sido o fato de Vanessa ter descoberto que seu namorado, no caso Saulo, tinha mantido um relacionamento amoroso com Francielen. Nesta época, a acusada estava em São Paulo. Quando descobriu o suposto caso, planejou o assassinato. 

A Polícia Civil colheu, à época, que a vítima foi torturada por diversas pessoas antes de ser queimada viva. Segundo a investigação, Francielen foi atraída para uma festa no bairro de Cruz das Almas com outras duas amigas. Elas foram levadas por Saulo em um veículo para um apartamento, onde se deram conta de que foram vítimas de uma 'emboscada'. Ao chegar no local, as duas amigas da jovem foram liberadas e foi iniciada uma sessão de tortura. 

Ainda conforme a polícia, os acusados amordaçaram, queimaram com cigarro, rasparam as sobrancelhas de Francielen, cortaram seu cabelo e a espancaram. Em seguida, a levaram para o local da desova, onde foi carbonizada ainda com vida. 

 

Por Thiago Gomes

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