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Algoz, campeão e humilhado anos depois. Juventude volta ao caminho do Inter

Eram jogos tão complicados que chegavam a ser chamados de clássico. Inter e Juventude ganhou até nome nos anos 1990: o clássico Juvenal. Só que o passar do tempo acabou com a rivalidade e a fama de ‘touca’ do Colorado que tinha o alviverde graças a queda de rendimento. Campeão em feito histórico de 1998, humilhado no 8 a 1 em 2008, o time de Caxias do Sul revive o encontro com os vermelhos tentando se colocar, novamente, no mesmo patamar. 

Muito mudou desde a época que o Juventude rivalizava com o Inter. O time da serra gaúcha tinha foi campeão sobre o Internacional em 1998. A final aconteceu nos mesmos moldes da que inicia neste domingo, com jogo de ida em Caxias e volta em Porto Alegre. No ano seguinte o duelo foi repetido pela Copa do Brasil e novamente deu Juventude, com goleada por 4 a 0 de novo na casa do Inter.

As duas vitórias deram ao Ju um patamar de igualdade com os gigantes do futebol gaúcho. Os encontros com o Inter passaram a ser chamados Juvenal. E os aficionados vermelhos diziam que o time sempre ‘entregava’ para o Grêmio, por não ter o mesmo sucesso contra os azuis. 

E nos anos seguintes, enfrentar o Juventude sempre era motivo de preocupação para o Colorado. Durou 10 anos e acabou de forma consistente. Aos poucos o rendimento do Juventude caiu. Antes na Série A do Brasileiro, o clube foi caindo a partir do fim da parceria com a Parmalat e os rebaixamentos vieram à galope. 

Até 2008, quando a final do Gauchão se apresentou novamente no Juvenal. Em Caxias do Sul, Fernandão falhou e o Inter perdeu por 1 a 0. Precisava reverter com a ‘sombra’ do Juventude novamente às portas. Abel Braga apelou para o psicológico. Reuniu os jogadores e usou até a superstição antes da partida. Definiu que o Inter jogaria de branco, camisa que tinha conquistado o Mundial dois anos antes, contra o Barcelona. 

Deu certo. Empenhado em ‘rasgar a touca’, o Inter contou com três gols de Fernandão para fazer 8 a 1. A humilhação foi tão grande que o único gol do Ju no jogo foi também marcado por um jogador do Inter, Índio, contra. E o último do duelo foi em um pênalti que, atendendo o pedido dos torcedores que vibravam muito nas arquibancadas, o goleiro Clêmer bateu. Não só estufou as redes mas com uma ‘cavadinha’, acabando de humilhar o rival. 

Neste domingo, reflexos do feito histórico, dos anos de rivalidade ou mesmo do 8 a 1 que marcou o fim do medo podem novamente entrarem em campo. Mesmo que depois de 2008 a supremacia seja absoluta do Inter, com novas goleadas como 7 a 0 em 2012 e 5 a 0 em 2010. 

A final do Gauchão começa às 16h (horário de Brasília) de domingo no estádio Alfredo Jaconi. A volta, no domingo seguinte, será no Beira-Rio. 

Fonte: Bol.com.br

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