Atentado suicida deixa mortos e feridos no centro de Cabul, no Afeganistão

Cabul, 19 abr (EFE).- Um suicida se explodiu nesta terça-feira em uma zona de alta segurança em Cabul, a capital do Afeganistão, perto do Ministério da Defesa, causando um número indeterminado de mortos e cerca 50 feridos no ataque, que foi seguido por uma troca de tiros entre tropas afegãs e insurgentes, que continua neste momento.

A explosão aconteceu às 8h55 locais (1h25 de Brasília), em uma zona de segurança no centro de Cabul, perto do Ministério da Defesa e de outros edifícios governamentais, declarou à Agência Efe o chefe do Departamento de Emergências do Ministério do Interior afegão, Homayoon Aini.

Segundo Aini, o alvo do ataque eram escritórios relacionados com o serviço de inteligência afegão, o Diretório Nacional de Segurança do Afeganistão (NDS, sigla em inglês).

Outra fonte oficial, que pediu o anonimato, afirmou que várias pessoas morreram e ficaram feridas no atentado, mas que o número total de vítimas ainda é desconhecido.

O porta-voz do Ministério de Saúde Pública, Ismail Kawusi, disse à Efe que pelo menos 43 feridos tinham sido levados para hospitais em Cabul, mas não pôde oferecer informações sobre os mortos.

Um integrante do NDS, que pediu para não ser identificado, acrescentou que “está ocorrendo uma troca de tiros entre as forças de segurança (afegãs) e os agressores”.

O presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, confirmou o ataque “terrorista” através do Twitter e assegurou que o atentado com bomba “mostra claramente a derrota do inimigo nos enfrentamentos corpo a corpo”.

Já o porta-voz dos talibãs, Zabiullah Mujahid, reivindicou através do Twitter a autoria do atentado e revelou que, após a explosão, um número indeterminado de insurgentes conseguiu entrar nos edifícios dos serviços de inteligência.

“O tiroteio continua, impusemos um longo número de baixas ao inimigo”, afirmou o porta-voz dos talibãs.

O atentado em Cabul acontece depois que na semana passada os insurgentes anunciaram o início da ofensiva de primavera (hemisfério norte), o que representa um aumento de seus ataques. Em resposta, o governo afegão apresentou um plano de cinco anos para combater os insurgentes.

Fonte: Bol.com.br

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