Bauza: "Técnico estrangeiro causaria polêmica no Brasil e na Argentina"

O técnico Edgardo Bauza foi anunciado como treinador do São Paulo em 17 de dezembro de 2015. Após quase quatro meses no cargo, o argentino ressaltou estar satisfeito em trabalhar no Brasil, país que permite colocar à prova todos os seus conhecimentos sobre futebol.

“Estou muito contente e satisfeito de trabalhar no Brasil. Entendo que é um dos maiores desafios da minha carreira. Trabalhar em um país tão ligado ao futebol como o Brasil, com tantos técnicos bons, me deixa orgulhoso e me ajuda a evoluir, tratando de dar o máximo. Vocês (outros técnicos) já conhecem tudo para poder realizar esse trabalho. Estamos tentando dar nosso melhor”, relatou o treinador, ao citar o trabalho desenvolvido em parceria com sua comissão técnica.

Após os recentes boatos envolvendo uma possível mudança no comando técnico da seleção brasileira, sendo cogitada até a possível contratação do argentino Jorge Sampaoli, campeão da Copa América com o Chile, Bauza avaliou o tamanho do impacto que teria um técnico estrangeiro comandando a seleção nacional. Para o treinador, tanto no Brasil quanto na Argentina, um treinador que não fosse do país causaria polêmica.

“Em todos os países tão futebolísticos como Argentina e Brasil, sempre vai haver muita controvérsia em relação a isso. Muita gente vai ser contra. Por quê? Porque existem técnicos nos dois países com muita capacidade. Essas coisas são complicadas, mas, seguramente, haveria controvérsia. Os dois países têm muitos técnicos decisivos. Então, haveria um debate muito intenso”, relatou o treinador.

Por fim, Bauza avaliou o momento vivido pela seleção brasileira e pela Argentina. De acordo com o treinador, as equipes têm qualidade parecida, mas o momento individual que cada jogador atravessa pesam a favor da Argentina.

“Acho que Argentina está melhor hoje, mas são países muito parelhos em nível futebolístico. Argentina tem mais talentos individuais, o momento é melhor. No Brasil, os resultados não têm sido tão bons, mas, para mim, depende de momentos futebolísticos individuais. O Barcelona faz um mês que não vem com o seu futebol característico, mas porque Neymar, Messi e Iniesta não estão bem. Nas seleções acontece isso também”, finalizou o técnico. 

Fonte: Bol.com.br

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