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Bovespa fecha no maior nível em 11 meses e dólar fica estável

Em um dia de euforia no mercado de ações, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve forte alta e fechou no maior nível em 11 meses. O Ibovespa, índice da Bolsa de São Paulo, encerrou a quarta-feira com alta de 2,63%, aos 54.478 pontos. O indicador está na pontuação mais alta desde 25 de maio de 2011 (54.609 pontos).

As ações da Petrobras, as mais negociadas, puxaram a alta. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) subiram 4,85%, para R$ 13,40. As ações preferenciais (com prioridade na distribuição de dividendos) saltaram 6%, para R$ 10,25, no maior nível desde o fim de julho do ano passado.

No mercado de câmbio, o dólar iniciou o dia em alta, mas fechou praticamente estável. O dólar comercial encerrou a sessão vendido a R$ 3,5243, com valorização de 0,15% (R$ 0,005). Na máxima do dia, por volta das 13h40, chegou a ser cotado acima de R$ 3,55. A a moeda norte-americana acumula queda de 2,1% em abril e de 10,8% em 2016.

Pelo terceiro dia seguido, o Banco Central não interveio no mercado de câmbio. Nas últimas semanas, a autoridade monetária tinha comprado dólares no mercado futuro para conter a moeda norte-americana por meio de operações de swap cambial reverso.

Além do cenário político, o mercado financeiro foi influenciado pela decisão do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) de manter os juros básicos dos Estados Unidos entre 0,25% e 0,50% ao ano. O adiamento do aumento de juros na maior economia do planeta desestimula a fuga de recursos de países emergentes, como o Brasil. A decisão já era esperada pelos mercados, depois de uma subida das taxas de juro em dezembro passado, pela primeira vez em quase dez anos.

Em comunicado divulgado após uma reunião de política monetária, o Fed apontou o dinamismo do mercado de trabalho, apesar do crescimento norte-americano ter desacelerado e indicou que continua a monitorar os níveis globais de desenvolvimento e financeiro. “As condições do mercado de trabalho melhoraram ainda mais, apesar do crescimento da atividade econômica dar sinais de ter abrandado. Os gastos dos consumidores foram mais moderados, apesar dos rendimentos das famílias terem aumentado a um ritmo firme e de a confiança dos consumidores continuar elevada”, acrescenta o Fed.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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