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Brasil tem 1.168 casos confirmados de microcefalia e lesões neurológicas

O número de bebês com microcefalia ou alterações do sistema nervoso no país no Brasil chegou a 1.168, segundo boletim divulgado nesta quarta-feira (20) pelo Ministério da Saúde. Até a semana passada, eram 1.113 casos confirmados.

O surto de crianças nascidas com problemas neurológicos está associado à epidemia de zika, vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Há ainda outros 3.741 casos suspeitos em fase de investigação e 2.241 foram descartados.

Os casos confirmados ocorreram em 21 Estados (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul) e no Distrito Federal.

Até o dia 16 de abril, foram registrados 51 mortes em decorrência de lesões cerebrais. Outros 165 óbitos continuam sendo investigados. 

Vírus mata neurônios em desenvolvimento

A Science publicou no domingo uma pesquisa brasileira que mostra o vírus da zika atacando células de neurônios humanos. O estudo ajuda na explicação do elo entre a zika e o surto de casos de microcefalia e lesões neurológicas em bebês.

Células humanas responsáveis pelo desenvolvimento do cérebro foram infectadas pelo vírus em laboratório e tiveram seu desenvolvimento reduzido em 40%, quando comparadas a outras sem contato com o vírus. O resultado não se repetiu quando essas células foram expostas ao vírus da dengue, houve infecção mas não a morte das estruturas.

Zika tem impacto pior que o esperado

Autoridades norte-americanas de saúde demonstraram uma preocupação maior com a ameaça representada pelo vírus da zika. Anne Schuchat, vice-diretora no Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, recomendou a grávidas que evitem viagens ao Brasil durante os Jogos Olímpicos.

“Tudo que nós olhamos em relação a esse vírus parece ser um pouco mais assustador do que inicialmente pensávamos”, disse Schuchat. 

Onde o Aedes aegypti pode se reproduzir? Focos vão muito além de vasinho

Fonte: Bol.com.br

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