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Caixa não explica remuneração cadente do fundo em meio a taxa de juros alta

Enquanto o governo tenta usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para incentivar a demanda por crédito, os trabalhadores devem redobrar a atenção em relação ao dinheiro depositado e, sobretudo, aos rendimentos, que têm variado muito mês a mês. Há casos em que, mesmo com saldo maior, o ganho é inferior ao do período anterior.
Um trabalhador que tem conta no FGTS, mas está desempregado, resolveu conferir o movimento do dinheiro que ele ainda não havia sacado. Levou um susto. Primeiro, pela variação da remuneração. Segundo, porque, desde o início do ano, o retorno sobre os depósitos despencou. Em janeiro, recebeu R$ 513. Em março, mesmo com saldo maior, o ganho ficou em R$ 375.

Por lei, o FGTS paga juros de 3% ao ano mais a variação da Taxa Referência (TR), indicador calculado pelo Banco Central (BC) com base na taxa média dos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) dos 30 maiores bancos do país.

Sobre o índice encontrado há um abatimento, o que torna o entendimento da fórmula muito difícil. Uma possibilidade para explicar a oscilação dos rendimentos pode estar na TR. Nem a Caixa Econômica Federal, que administra o FGTS, explicou o assunto. A assessoria do banco demorou uma semana para dar uma resposta vaga.

De acordo com especialistas, essa oscilação dos valores da correção do Fundo ocorrem a TR tem caído nos últimos meses, apesar de a taxa básica de juros (Selic) estar em 14,25% desde julho de 2015. O economista Alexandre Cabral, sócio da consultoria NeoValue, lembra que o cálculo da TR muda de acordo com a demanda por crédito dos bancos que negociam os CDBs.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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