Cantareira fica estável pelo segundo dia consecutivo

O nível do Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da capital paulista e da Grande São Paulo, permaneceu estável pelo segundo dia consecutivo, segundo dados divulgados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo nesta terça-feira. Outros dois sistemas ficaram estáveis, enquanto três tiveram queda do volume de água armazenada.

Os reservatórios que formam o Cantareira operam com 66,1% da capacidade, o mesmo índice dos dois dias anteriores. Esse dado, tradicionalmente divulgado pela companhia, inclui ao volume útil do sistema duas cotas de volume morto que já deixaram de ser captadas. O Cantareira ficou seis meses sem sofrer redução do nível, quando no domingo, o porcentual recuou 0,1 ponto porcentual.

Nos 19 primeiros dias de abril, choveu apenas 0,9 mm sobre o Cantareira – bem abaixo do volume esperado, mesmo sendo período seco. Se a média histórica de abril, que é de 88,7 mm para o mês inteiro, estivesse se repetindo, já deveria ter chovido 56,1 mm. O índice que desconsidera o volume morto do sistema aponta o Cantareira com 36,8% da capacidade, mesmo índice do dia anterior. Por sua vez, o terceiro cálculo permaneceu em 51,1%.

Outros mananciais

Além do Cantareira, os Sistemas Alto Cotia e Rio Claro – os dois mais cheios da Sabesp – mantiveram o nível de água e operam com 99,1% e 101,6% da capacidade, respectivamente, nesta terça-feira. Já o Alto Tietê perdeu 0,1 ponto porcentual e está com 41,3% da capacidade, contra 41,4% do dia anterior. Os porcentuais consideram o volume morto do sistema.

Por sua vez, o Guarapiranga, usado para socorrer o Cantareira durante a crise hídrica, perdeu 0,3 ponto porcentual e opera nesta terça-feira com 82,1% da capacidade. A maior queda aconteceu no Rio Grande, cujo nível desceu 0,4 ponto porcentual e chegou a 90%. O manancial também é o que recebeu menos chuvas em abril: apenas 0,4 mm.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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