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Chanceler egípcio diz que morte de italiano foi caso isolado

ROMA, 2 ABR (ANSA) – O ministro de Relações Exteriores do Egito, Sameh Shoukri, disse que a morte do pesquisador italiano Giulio Regeni se trata de um caso isolado e que é preciso avaliar este episódio neste contexto.   

Em entrevista ao jornal egípcio “Al Shourouk”, o chanceler acrescentou que “a questão ainda não foi esclarecida e que o Estado egípcio faz grandes esforços para chegar à verdade, em plena cooperação com os investigadores italianos que se encontram no Egito”.   

Shoukri expressou ainda seu “profundo respeito e preocupação” com a situação e disse que não quer que o assassinato cause uma crise entre as duas nações.   

Desde que o corpo de Regeni foi encontrado, no dia 3 de fevereiro, o Egito nega qualquer envolvimento de seus agentes no sequestro e na morte do acadêmico italiano. As autoridades até chegaram a culpar uma gangue criminosa da capital pelo crime, algo que não convenceu ninguém na Itália. A mídia internacional, especialmente a dos Estados Unidos, culpa o governo do Cairo pela morte do pesquisador, dizendo que ele foi confundido com um espião. Com as informações reveladas nos últimos dois meses, a morte de Regeni está ganhando cada vez mais traços de um assassinato político. O italiano estava no Cairo para elaborar uma tese acadêmica sobre a economia local e sindicatos independentes. Ele também contribuía com o jornal comunista “Il Manifesto”. Antes de sumir, ele chegou a enviar um artigo — publicado após sua morte –, pedindo para o diário usar um pseudônimo e acusando o governo de Abdel Fattah al-Sisi de cometer crimes e se manter no poder apenas pelo uso da força. (ANSA)

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Fonte: Bol.com.br

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