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Chefe da polícia de Áden sai ileso de quarto atentado contra ele

Sana, 28 abr (EFE).- O chefe da Polícia da cidade portuária meridional iemenita de Áden saiu ileso nesta quinta-feira de um novo atentado contra ele com carro-bomba, que deixou pelo menos dois guardas feridos, informou à Agência Efe uma fonte de segurança.

O veículo explodiu na entrada da casa do general Shalal Ali Shaea, localizada no bairro de Al Tauahi.

O chefe policial permanecia com sua família dentro da residência no momento da detonação, que não causou nenhum dano, embora posteriormente tenham sido levados a um local seguro.

As forças de segurança cercaram o lugar e as investigações preliminares indicam que o carro-bomba foi detonado à distância após ser estacionado por desconhecidos cerca de cinco metros da porta da casa.

Embora até agora nenhuma organização tenha assumido a autoria do atentado, a fonte afirmou que este tipo de ataque é perpetrado pela rede terrorista Al Qaeda ou provavelmente pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

Os residentes iemenitas que vivem nos arredores da casa de Shaea divulgaram fotografias em suas contas de redes sociais que mostram intensas colunas de fumaça e chamas no local do atentado.

Trata-se da quarta tentativa de assassinato perpetrada contra o general, que já saiu ileso de outros três ataques em janeiro e fevereiro passados, dois deles, quando estava acompanhado do governador de Áden, Edros al Zubaidi.

O EI reivindicou um triplo atentado suicida de 25 de março contra um quartel e dois postos de controle em Áden, que deixaram mais de 20 mortos.

Já a Al Qaeda na Península Arábica (AQPA) tinha seu principal reduto em Áden no bairro de Al Mansura, mas em 30 de março o Exército e milicianos conseguiram reconquistar esse distrito.

O EI e AQPA aproveitaram a deterioração da segurança no Iêmen devido ao atual conflito entre os leais ao presidente iemenita, Abdo Rabbo Mansour Hadi, e os rebeldes houthis para se expandir nas áreas do sul do país.

Há uma semana, começou uma nova rodada de negociações iemenitas no Kuwait para tentar pôr fim a uma guerra civil que se aguçou em março de 2015, quando uma coalizão árabe-muçulmana liderada pela Arábia Saudita, que bombardeia posições dos houthis, iniciou a intervenção.

Fonte: Bol.com.br

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