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Chefe do Exército argentino diz que Malvinas seguem como um objetivo nacional

Buenos Aires, 2 abr (EFE).- O chefe do Exército da Argentina, Diego Luis Suñer, disse nesta sexta-feira (data local) que as Malvinas continuam sendo “um objetivo nacional permanente e irrenunciável” do país, quando se completam 34 anos do início da guerra com o Reino Unido pelo controle da ilha.

“As Malvinas não se reduzem a um sentimento: são parte inseparável da Argentina. É presente e desafio de futuro”, afirmou Suñer em comunicado.

Argentina e Reino Unido entraram em guerra pelo controle das ilhas em abril de 1982, quando tropas argentinas desembarcaram no arquipélago. O confronto durou até junho do mesmo ano, com a rendição após o envio de soldados britânicos à região.

“O dia 2 de abril de 1982 é uma data indelével nas páginas de glória da vida da pátria”, destaca Suñer sobre a data considerada como o “aniversário da recuperação das Ilhas Malvinas”.

“A Guerra das Malvinas representou o primeiro conflito entre dos países do bloco ocidental depois da Segunda Guerra Mundial. Nossos adversários, apesar da grande assimetria em equipamento e tecnologia, combateram corpo a corpo. Seria injusto esquecer os heróis que lutaram bravamente. Oficiais, suboficiais e soldados deram o melhor exemplo e sofreram de tudo, até a ingratidão que os aguardava ao voltar”, disse o chefe do Exército argentino.

As Malvinas são controladas pelo Reino Unido desde 1833. O governo do país se nega a negociar ao alegar que a decisão corresponde aos moradores da região, que decidiram em um referendo realizado em 2013, não reconhecido internacionalmente, se manterem sob domínio britânico.

Na nota, o chefe do Estado-Maior do Exército afirmou que, “tal como indica a constituição, a causa Malvinas continua sendo um objetivo nacional, permanente e irrenunciável do povo argentino”.

O evento central pelo aniversário do conflito ocorreu às margens do Canal Beagle, em Ushuaia, capital da província Terra do Fogo, no sul da Argentina, em frente aos monumentos da guerra. Participaram das celebrações os ministros do Interior, Rogelio Frigerio, e o de Educação, Esteban Bullrich.

Já o presidente do país, Mauricio Macri, que voltou dos Estados Unidos após participar da Cúpula de Segurança Nuclear de Washington, fez uma oferenda floral no monumento em homenagem ao conflito situado na Praça de San Martín, em Buenos Aires, onde também houve um evento para lembrar dos combatentes mortos no conflito.

“Essas ilhas no Atlântico, que nos trazem todas essas lembranças, seguem sendo inexoravelmente nossas: nos esperam com uma paciência continental. Nós voltaremos”, escreveu posteriormente Macri em sua conta no Facebook.

Fonte: Bol.com.br

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