Clérigos salafistas sírios lançam campanha para recrutar jihadistas

Cairo, 23 abr (EFE).- Centenas de clérigos salafistas lançaram nesta semana uma campanha na Síria, que durará um mês, para recrutar entre 5 mil e 10 mil novos jihadistas e arrecadar fundos para apoiar facções radicais no país.

A campanha, liderada pelo destacado clérigo saudita Abdullah Al Mehisni, que vive na Síria, pretende recrutar também pessoas de outros perfis como médicos, engenheiros e professores, como anunciaram em fóruns jihadistas.

O objetivo é responder -agregaram seus organizadores- à necessidade de combatentes por parte das facções rebeldes de tendência islamita de enfrentar “milhares de mercenários xiitas”, que chegaram ao país para apoiar o regime do presidente, Bashar al Assad.

Os salafistas não precisaram os grupos nos quais os recrutados vão lutar, mas Al Mehisni é conhecido por suas estreitas relações com a Frente al Nusra, filial da Al Qaeda na Síria, e com outras facções afins que adotam sua ideologia extremista.

Todos estes grupos são, no entanto, rivais do Estado Islâmico (EI), que da mesma forma que a Frente al Nusra está excluído do cessar-fogo vigente desde em 27 de fevereiro e atualmente em perigo pelo aumento das hostilidades.

Junto a Al Mehisni participam da campanha mais de 300 clérigos de tendência salafista, que aproveitaram ontem a grande oração do meio-dia da sexta-feira para dar impulso à iniciativa.

Segundo os dados emitidos pelo xeque saudita, só na jornada de ontem foram recrutadas mais de mil pessoas.

Para isso foram estabelecidos 50 pontos de recrutamento em diferentes partes do território sírio, sobretudo na província setentrional de Aleppo.

Nos primeiros vídeos e fotos emitidos por Al Mehisni nos foros jihadistas aparecem dezenas de homens, em sua maioria jovens, que respondem a esta chamada e pedem para se registrar e se incorporar à “jihad”.

Está previsto que a campanha seja realizada também nos campos de refugiados sírios na Turquia e em outros países onde se encontram os deslocados dessa nacionalidade.

Os organizadores pediram que os empresários doem dinheiro porque por enquanto só têm fundos para armar 500 combatentes e calculam que necessitam US$ 700 para equipar cada jihadista.

Fonte: Bol.com.br

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