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CNN exibe prova de vida das meninas sequestradas há 2 anos pelo Boko Haram

  • Reprodução/CNN

Há 2 anos, em 14 de abril de 2014, o Boko Haram invadiu uma escola em Chibok, na Nigéria, e sequestrou 276 meninas que se preparavam para fazer suas provas.

Pelo menos 57 delas conseguiram escapar, e as famílias das outras mantidas reféns pelo grupo não tinham conhecimento de nenhuma prova de vida até agora. No entanto, a emissora americana CNN divulgou nesta quarta-feira (13), na véspera do aniversário do sequestro, um vídeo enviado a negociadores do governo por seus captores como prova de vida de algumas das garotas e que as famílias não sabiam de sua existência até então.

O vídeo teria sido gravado supostamente em dezembro do ano passado, durante o Natal, como parte das negociações com o Boko Haram. Segundo a CNN, o material foi divulgado por “alguém que deseja dar aos pais das meninas esperança de que algumas delas ainda estão vivas, e para motivar o governo a ajudar a libertá-las”.

As meninas de Chibok, que eram cristãs em sua maioria, aparecem nas imagens com trajes islâmicos, com roupas longas e os cabelos cobertos. Nenhuma delas tem sinais aparentes de maus tratos.

Reprodução/CNN

Naomi Zakaria

As imagens estão disponíveis em uma reportagem no site da CNN (com tradução para o inglês). Conforme a câmera exibe os rostos delas, o cinegrafista faz perguntas: “qual é o seu nome? Qual era o nome da sua escola? De onde você foi tirada?” Cada uma delas responde calmamente. Uma delas, Naomi Zakaria, faz uma declaração final –aparentemente lida– pedindo para que autoridades nigerianas as ajudem a reencontrar suas famílias.

A data do vídeo bate com a informada por Naomi: 25 de dezembro. Questionado pela CNN, o governo da Nigéria confirma ter uma cópia do vídeo e diz que não há como confirmar a autenticidade da gravação. Lai Mohammed, ministro da Informação, disse que a aparência das meninas do vídeo não mudou o suficiente como era esperado nos dois últimos anos, questionando não só a autenticidade da gravação, mas também sua data.

Rifkatu Ayuba, mãe de Saratu, uma das meninas que aparece no vídeo, viu a gravação obtida pela CNN. “Sinto como se fosse possível removê-la da tela”, diz a mãe diante do computador que exibe as imagens na reportagem exibida pela CNN.

A rede americana falou ainda com uma colega das meninas que aparecem na filmagem, que confirmou a identidade de muitas de suas amigas. A testemunha escapou do sequestro naquele domingo, mas diz que era possível ouvir o ataque de sua casa.

A campanha de seis anos do grupo islâmico Boko Haram para criar um emirado islâmico no nordeste nigeriano causou a morte de cerca de 15 mil pessoas, de acordo com militares dos Estados Unidos.

A Anistia Internacional estima que o Boko Haram sequestrou cerca de 2.000 mulheres e meninas desde 2014 para utilizá-las como cozinheiras, escravas sexuais, combatentes e suicidas.

Fonte: Bol.com.br

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