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Com diversas funções, medicina considera intestino o segundo cérebro

Pode parecer estranho, mas o intestino é considerado, na medicina, o segundo cérebro do corpo, abrigando um sistema nervoso com mais de 100 milhões de neurônios. Cerca de 80% da serotonina, o hormônio que regula a sensação de bem-estar, vem desse órgão. Por isso, ele tem relação direta com a saúde emocional e a própria qualidade de vida dos indivíduos. Desempenha ainda funções neurológica, endócrina e imunológica.

“Tem uma complexa rede nervosa e neuronal em permanente comunicação com o cérebro. Recentemente, foi descoberto que o intestino contém células capazes de identificar o sabor dos alimentos. Existe uma comunicação constante dele com o cérebro e vice-versa”, diz a nutricionista Caroline Fernandes. Segundo a especialista em saúde da mulher, um exemplo da influência do cérebro no intestino é que, em situações de estresse e ansiedade, as pessoas sofrem alterações intestinais. “Aumenta a necessidade de ir várias vezes ao toalete ou a reação oposta, como a paralisação do seu funcionamento”, diz.

Fábio Guilherme Campos, presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), destaca o papel nutritivo do órgão. “Entre as numerosas funções que desempenha, recebe as substâncias essenciais à nutrição, metaboliza-as (transforma em substâncias úteis), produz energia para o funcionamento de todo o corpo — inclusive o cérebro —, participa de funções endócrinas (hormonais), cuida de nossa proteção e excreta aquilo de que não precisamos por meio das fezes”, lista.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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