Com espaço para design, feira SP-Arte ocupa pavilhão da Bienal até domingo

Ver obras de Yayoi Kusama, Andy Warhol, Marc Chagall ao lado de um Di Cavalcanti, Beatriz Milhazes, Tunga e Leonilson parece surreal em uma exposição comum. Mas não na SP-Arte, feira que chega a sua 12ª edição a partir desta quinta (7), no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, com 124 galerias do Brasil e do mundo e ainda um espaço dedicado ao design.

Voltada à venda de obras, mas também à apresentação de artistas e obras, a feira oferece a oportunidade para o público conferir, em um mesmo lugar, o acervo de galerias internacionais como White Cube e Lisson (Inglaterra), Continua e Cardi (Itália), a David Zwirner e Nicodim (Estados Unidos), Kurimanzutto (México), Casas Riegner (Bogotá) e neugerriemschneider (Alemanha).

Entre as participantes brasileiras estão Dan, Luisa Strina, Vermelho, Leme, Pilar, Zipper (checar), Mendes Wood DM, Almeida e Dale, Fortes Vilaça, Nara Roesler, Luciana Brito, entre outras. 

Crise?

Questionados se a crise econômica chegou ao mercado de arte brasileiro, alguns galeristas afirmam que sim, mas pode-se ver que em um grau muito menor que em outros setores. Um exemplo foi a venda de uma obra da artista brasileira Beatriz Milhazes por R$ 16 milhões na abertura da feira.

“A crise está muito vinculada ao humor das pessoas. Se a gente oferece algo que pode mudar o humor, não tem por que ter crise”, afirmou ao UOL Liecil Oliveira, da galeria carioca Athena, que já havia fechado duas vendas na abertura para convidados. “Mas as pessoas que não estão no patamar do colecionador, essas sim são afetadas”, completa.

Ter uma carreira consolidada e obras de prestígio internacional parece fazer diferença para que o artista não seja atingido pela crise. Segundo Juan Eyheremendy, da Galeria Vermelho, artistas de carreira internacional vendem “masterpieces” e são menos afetados. “Tem crise sim, mas ela é ruim para artistas mais jovens”.

Para Ulisses Cohn, da galeria Dan, que exibe na feira desenhos de Picasso, entre outras obras, “a crise é boa por um lado e ruim por outro”. O galerista explica que há a possibilidade do colecionador vender obras de seu acervo, deixando em consignação com a galeria. Assim, ele acaba colocando de volta ao mercado um item que antes estava parado.

“Este também é um bom momento para o colecionador estrangeiro comprar obras de artistas brasileiros”, contou Cohn, sobre os efeitos da desvalorização da moeda. “As obras nacionais ficaram em um patamar mais razoável para o colecionador estrangeiro”.

Espaço do design

O evento inova nesta edição abrindo espaço para artigos de design, que estão no 3º andar no pavilhão, com móveis, luminárias, tapeçaria, além de peças de antiquário.

A feira traz obras de artistas do design autoral brasileiro como do jovem Zanini de Zanine, Jader Almeida, Luciana Martins e Gerson de Oliveira.

O novo setor, que pretende contar a história do mobiliário nacional, terá peças clássicas dos anos 1950 e 1960, originais e reeditadas. O público poderá ver obras assinadas por Lina Bo Bardi, Sergio Rodrigues, Jorge Zalszupin, Joaquim Tenreiroe até Oscar Niemeyer.

Encontros e debates

A programação paralela à feira traz o ciclo Talks de debates com colecionadores, historiadores, e galeristas, que acontecem no Auditório do MAM e no Auditório Ibirapuera.

Os ingressos são gratuitos e distribuídos antes do início da palestra, com limite de dois ingressos por pessoa.

Confira a programação completa:

7 de abril, das 10h às 13h
Coleções Americanas: Um convite à troca de iniciativas
Convidados: Mari Carmen Ramírez, curadora do ICAA – International Center for the Arts of the Americas, do Museum of Fine Arts, Houston (EUA) e Franklin Sirmans, diretor do Pérez Art Museum Miami (EUA)
Mediação: Ana Maria Belluzzo, historiadora de arte e curadora independente

Das 18h30 às 20h
Projeto Open Plan
Convidados: participarão artistas envolvidos no projeto, como Radames “Juni” Figueroa (Porto Rico), Seb Patane (Itália), Francesco Arena (Brindisi/Itália), Daniel de Paula (EUA/Brasil)
Mediador: Jacopo Crivelli Visconti, crítico, curador do Open Plan

8 de abril, das 10h às 11h30
Coleção CIFO e abertura Cubana
Convidada: Ella Fontanals-Cisneros, fundadora da CIFO – Cisneros Fontanals Art Foundation, sediada em Miami (EUA)
Mediadora: Leonor Amarante, jornalista, crítica de arte e curadora

Das 11h30 às 13h
Coleção Maxine & Stuart Frankel
Convidados: Maxine Frankel e Stuart Frankel, fundadores da The Maxine and Stuart Frankel Foundation, sediada em Michigan (EUA)
Mediadora: Christiane Fischer, Presidente e CEO, AXA Art Americas

Das 14h às 15h30
Artistas e Curadores
Conversa entre Mari Carmen Ramírez, Guilhermo Kuitca e Joan Weinstein sobre o projeto Pacific Standard Time LA/LA Project

16h
Talks Arquitetura: Jean Nouvel
Ganhador do Prêmio Pritzker de 2008, Jean Nouvel fala no Auditório Ibirapuera sobre os 30 anos de sua carreira e dos desafios da arquitetura contemporânea.
Participação do jornalista Raul Juste Lores, da Folha de S.Paulo, e do arquiteto Fernando Serapião, editor da revista Monolito.
Com tradução simultânea do francês para o português.

Serviço
SP-Arte
Quando:
7, 8 e 9 de abril de 2016. Funcionamento das 13h às 21h
10 de abril de 2015 – das 11h às 19h
Onde: Pavilhão da Bienal – Parque do Ibirapuera, Portão 3
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)
A bilheteria encerra suas atividades 30 minutos antes do término do evento

Fonte: Bol.com.br

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