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Com maestro roqueiro, banda é destaque do musical "We Will Rock You"

Sucesso em 17 países e pensado durante uma conversa entre os integrantes do Queen com o ator Robert de Niro, o musical “We Will Rock You” viaja pela discografia da banda introduzindo uma história futurista sobre um mundo no qual a música perdeu a emoção.

Escrita pelo comediante inglês Ben Elton, a peça usa os grandes sucessos do grupo como sonoplastia para apresentar a “revolução musical”. E para fazer jus à grandiosidade de Freddie Mercury, Brian May, Roger Taylor e John Deacon, oito músicos foram escolhidos para apresentar clássicos como “Radio Gaga”, “Bohemian Rhapsody”, “Crazy Little Thing Call Love”, “Love of My Life” e mais.

Competentes, os músicos animam a plateia e conseguem transmitir a emoção de um show do Queen. Luzes, distorções de guitarras, baterias marcantes e todo um cuidado com os mínimos detalhes das músicas viram os atrativos principais da produção.

Colocada em um estrutura de vidro no alto do palco, a banda é a primeira a aparecer, saudando o público após a introdução de “Innuendo”, de 1991. Na maior parte do tempo, cortinas pretas impedem a plateia de ver o grupo, apenas sendo levantadas em momentos estratégicos do enredo.

“Nos outros musicais (de “WWRY”) a banda aparece só no final da peça. A produção decidiu mudar aqui no Brasil e colocaram a banda para aparecer na primeira música, na ‘Want It All’ e no final”, conta o guitarrista Lucas Vianna.

Escolhidos em uma audição coletiva, que durou dois dias, os melhores foram agrupados em dois grupos. “Nos inscrevemos pela internet, e quem estava lá já era o Pablo Navarro (diretor musical), que acabou escolhendo um grupo principal e outro de substitutos”, lembra o também guitarrista Fábio Stamato. “Foram quatro dias de ensaio, depois fomos apresentados para o elenco”, completa. “Foi punk total. Ficamos 10 horas todo dia ensaiando. Pelo menos deu tudo certo, ficou bem redondinho”, diz a percussionista Yara Oliveira.

Os músicos se espalham pela sala retangular de vidro, extremamente apertada e que lembra o balanço de um navio. “Cuidado com o enjoo, tem que se acostumar”, ri Lucas. O baterista Mário Gaiotto fica mais isolado por conta do instrumento. O baixista Renato Leite faz companhia para a dupla de guitarristas. 

Próximo à porta, Yara fica praticamente escondida entre batuques e xilofones, enquanto ao lado direito, os tecladistas Rodrigo Hyppolito (diretor musical assistente) e Thiago Rodrigues se apertam.

É dia de rock, bebê

A figura principal é o já citado Pablo Navarro, diretor musical de “WWRY”. O espanhol coordena os oito integrantes e acaba roubando a atenção. Entusiasta do Queen, Pablo acaba com a visão clássica de um maestro e coloca toda a energia para reger um espetáculo de rock. Começa arrebentando uma bateria imaginária, logo depois passa a movimentar as mãos dando orientações para os músicos, antes de arrasar no “air guitar” durante os solos.

As guitarras são da fábrica de Brian May, sendo idênticas aos instrumentos do inglês. Todos os efeitos das pedaleiras e dos pedais vieram indicados nas partituras. Por ser um musical aprovado pelo Queen, samples com efeitos originais também são utilizados. Mesmo com o repertório já preparado e baseado no roteiro original da peça, os músicos podiam arrumar alguns detalhes nos arranjos durante o ensaio.

“Essas partituras são antigas já. Chega em algumas partes que acabamos mudando, ou porque algumas notas foram direcionadas para outros instrumentos, ou por facilidade para a banda mesmo. Além disso, eu ouvi muito as músicas do Queen para tirar exatamente o que o Brian May fez”, diz Fábio.

Brian May e Roger Taylor receberam algumas gravações da banda com os atores para aprovar o musical. A dupla foi responsável por avaliar e selecionar os cantores e músicos do primeiro “We Will Rock You”, em Londres.

A pressão em tocar faixas que marcaram gerações e que ainda emocionam as pessoas não parece ser um incômodo para a banda. “Cara, parece que estamos tocando em um estúdio na maior parte do tempo. Apenas quando a cortina abre, e vemos o público, que nos imaginamos em um show de rock”, admite Fábio.

Com R$ 100 milhões investidos, o Teatro Santander tem toda a infraestrutura para privilegiar a banda. O público se sente em um show, com excelente qualidade sonora para os 1.200 lugares disponíveis. “Falaram que dá até para ouvir o baixo, então não posso errar mesmo”, brinca Renato.

Serviço:
“We Will Rock You”
QuandoSessões – Quintas e Sextas, às 21h, Sábados, às 17h e 21h, e Domingos, às 16h e 20h
Onde: Teatro Santander Complexo JK. Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, Itaim Bibi
Quanto:
QUINTAS E DOMINGOS À NOITE
Plateia Vip Central: R$ 130 (meia) e 260 (inteira)
Plateia Central: R$ 115 (meia) e R$ 230 (inteira)
Plateia Lateral: R$ 90 (meia) e R$ 180 (inteira)
Plateia Superior: R$ 75 (meia) e R$ 150 (inteira)
Balcão: R$60 (meia) e R$ 120 (inteira)
Frisa: R$ 40 (meia) e R$ 80 (inteira)

SEXTAS, SÁBADOS E DOMINGO À TARDE
Plateia Vip Central: R$ 150 (meia) e 300 (inteira)
Plateia Central: R$ 135 (meia) e R$ 270 (inteira)
Plateia Lateral: R$ 125 (meia) e R$ 250 (inteira)
Plateia Superior: R$ 100 (meia) e R$ 200 (inteira)
Balcão: R$ 80 (meia) e R$ 160 (inteira)
Frisa: R$ 50 (meia) e R$ 100 (inteira)

Vendas: 
– Internet: http://entretix.com.br/
– Telefone: 4003 1022
– Bilheteria Teatro Santander Complexo JK – Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041. Funcionamento: Domingo a Quinta: 12h às 20h ou até inicio do espetáculo. Sexta e Sábado: 12h às 22h
Formas de Pagamento: Amex, Aura, Diners, Dinheiro, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron
Capacidade: 1200 lugares
Assentos: O teatro conta com 16 assentos para deficientes físicos e 10 para pessoas obesas.
Classificação: livre
Duração do musical: 2h15

Fonte: Bol.com.br

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