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Com show marcado no Recife, Alice Caymmi fala sobre Manguebeat: Foi fundamental

No repertório, mistura um pouco de todas as referências: Caetano Veloso, Maysa, Cher, Rolling Stones. Foto: Alice Caymmi/Divulgação
No repertório, mistura um pouco de todas as referências: Caetano Veloso, Maysa, Cher, Rolling Stones. Foto: Alice Caymmi/Divulgação

Quando sobe aos palcos, Alice Caymmi é movida por uma compilação de aptidões artísticas.  Apesar de frequentemente creditada como cantora, lança mão de elementos teatrais e audiovisuais na composição de trabalhos, como o recém-lançado DVD Rainha dos raios. Ao lado do idealizador e diretor criativo da São Paulo Fashion Week, Paulo Borges, a neta de Dorival Caymmi também reafirmou paixão pela moda e distância de estereótipos ao vestir roupas excêntricas no projeto, gravado no Teatro Itália, em São Paulo. “Eu tentei, de tudo que é jeito, encontrar um registro diferente, para lançar um personagem diferente, junto com um disco diferente”, conta. O resultado poderá ser conferido nesta sexta (29), durante a programação do Abril pro Rock, no Baile Perfumado.

Confira o roteiro de shows do Divirta-se

No repertório, Como vês,  Antes de tudo,  Meu recado, Princesa e releituras autênticas de clássicos como Meu mundo caiu, sucesso na voz de Maysa, Paint It Black, dos Rolling Stones, e as composições Jasper e Homem, de Caetano Veloso. A ausência de uma unidade temática entre as canções reflete a personalidade de Alice. “Foi um processo aleatório. Na verdade, são coisas que dizem respeito a mim, que quero dizer. No fim das contas, tem um fio da meada que junta tudo, não sei de que maneira. Acho que foi uma narrativa que eu já tinha na minha cabeça, abstrata, que acabou se tornando visível”, destaca. A mistura não é inédita aos pernambucanos. Em agosto do ano passado, ela trouxe o show ao Teatro Guararapes. “Foi ótimo. Os pernambucanos são muito chiques, educados. Tímidos, mas muito receptivos com relação ao meu trabalho.

Rainha dos raios evidencia a relação íntima da carioca com a moda. Figura presente em semanas de moda e admiradora do estilista britânico Alexander McQueen, ela acredita que o interesse nasceu ainda na faculdade de Teatro. “A minha relação com a estética vinha desde sempre. A moda veio depois, com a faculdade. Com os estudos de figurino, eu vim entendendo os expoentes e referências da moda, e fui começando a entrar nisso. Acho que moda e música se misturam”.

Entrevista// Alice Caymmi, cantora

Seu primeiro álbum foi lançado em 2012. Você sentiu alguma mudança no seu estilo desde então?
Não chegou a ser uma mudança natural, foi uma transformação imposta por mim mesma. Eu tentei, de tudo que é jeito, encontrar um registro diferente, para lançar um personagem diferente, junto com um disco diferente.

Como foi o processo de escolha de repertório para Rainha dos raios?
Foi um processo aleatório. Na verdade, são coisas que dizem respeito a mim, que quero dizer. No fim das contas, tem um fio da meada que junta tudo, não sei de que maneira. Acho que foi uma narrativa que eu já tinha na minha cabeça, abstrata, que se tornou visível.

Você já trouxe esse repertório ao Recife. Como foi o contato com os pernambucanos?

Foi ótimo. Os pernambucanos são muito chiques, educados. Tímidos, mas muito receptivos com relação ao meu trabalho.

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Além de cantora, você se tornou conhecida pela sua relação com a moda. Como você descobriu esse interesse?
A minha relação com a estética vinha desde sempre. Eu sempre fui a museus, sempre estudei História da Arte, mesmo que fosse com a minha mãe me forçando a aprender. A moda veio depois, com a faculdade de Teatro. Com os estudos de figurino, eu vim entendendo os expoentes e referências da moda. Acho que moda e música se misturam.

Rainha dos raios contou com participação do idealizador e diretor criativo da São Paulo Fashion Week, Paulo Borges. Como foi o processo de concepção ao lado dele?
Paulo me conheceu na São Paulo Fashion Week, onde fui para cantar. Depois, a gente se reuniu e ele me fez a proposta. Ele trouxe várias imagens, muitas propostas cênicas, e eu gostei muito de todas. Conversamos brevemente e nos acertamos rápido.

Seu trabalho é bastante eclético. Quais suas maiores referências musicais?
Minhas maiores referências musicais são Björk, Caetano Veloso, Billie Holiday, meu avô [Dorival Caymmi], muita gente…

Neste ano, Chico Science completaria 50 anos e, assim como você, ele apostava na irreverência e originalidade. Você tem alguma referência no trabalho dele?

Completamente. O manguebeat foi fundamental, uma boa parte da minha formação musical e das minhas referências. Chico Science foi um grande homem, um grande músico. Ele também tinha essa irreverência, que faz parte de um artista.

Serviço
Abril Pro Rock 2016
Onde: Baile Perfumado (Rua Carlos Gomes, 390, Prado) e Classic Hall (Avenida Agamenon Magalhães, s/n, Salgadinho)
Quando: Sexta, 29 (Baile Perfumado) e sábado, 30 (Classic Hall)
Ingressos: R$ 70, R$ 35 (meia)

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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